domingo, 29 de abril de 2012

PodSer #04 – A Raiz


Escute aqui!




Neste episódio, Haroldo Dutra Dias, Afonso Chagas Thiago Franklin batem um papo imperdível sobre A Raiz – a primeira revelação, uma conversa sobre o Antigo Testamento e a tradição Judaica.
Neste Podcast: Entenda porque o Espírita deve estudar o Antigo Testamento, veja como Emmanuel faz mais alguns links dentro de seus textos as Escrituras Sagradas, entenda o que é a circuncisão na Cultura Judaica e veja como oEvangelho Segundo Espiritismo esta recheado de referências à Raiz da Revelação Divina.

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Haroldo: @haroldodd
Thiago Franklin: @curtacine

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sábado, 28 de abril de 2012

A Linguagem das Lágrimas


‘A linguagem das lágrimas não pode ser entendida pelos corações de pedra. ’
Severo Catalina (escritor espanhol)
As lágrimas possuem uma linguagem própria que varia de acordo com a época, o local, a situação e o próprio individuo. Basicamente, elas exprimem o sofrimento ou a alegria. No sofrimento é a demonstração de pesar, tristeza, desapontamento, desespero, angustia dor;  na alegria expressam alivio, orgulho, felicidade, esperança, vitória. Há situações que podem ser alegria ou sofrimento, como a saudade – depende de como se encara esse sentimento.
A lágrima que pode ser terapêutica – quando faz bem e traz alivio; mas pode ser autodestrutiva e perniciosa quando é provocadora do desespero e da revolta.
Jesus, no sermão da montanha asseverou: Bem-aventurados (felizes) os que choram, porque serão consolados. (Mt 5,4)
Por que o Mestre disse isso se na vida, naturalmente, somos sempre impelidos à busca de prazer, da alegria, da satisfação e da diversão? Se fomos programados para escapar do sofrimento e das lagrimas? Se buscamos inúmeras terapias e medicamentos para fugir da tristeza? Se ninguém costuma invejar os que choram? Afinal, de que choro Jesus estava falando?
Certamente não estava falando do choro do pessimista que esta sempre vendo o lado negativo de tudo; nem do invejoso que chora porque não tem o que o outro tem; nem o do egoísta cujo lamento é não ter todas as ambições descabidas atendidas; com certeza não é do rebelde que se revolta contra as leis divinas; muito menos do orgulhoso que chora o orgulho ferido; tampouco do desesperado que perdeu a fé e esperança frente às perdas ou dificuldades da vida.
O consolo prometido por Jesus é para aqueles que choram e vivenciam a sua tristeza olhando a vida pela sua verdadeira perspectiva: aos aflitos que compreendem que a causa justa das suas aflições está em si mesmo, nesta ou em outra existência  e, com otimismo e esperança, trabalham para superar os sentimentos negativos e de desanimo; é para o culpado que caio em si e se arrependeu de seus equívocos, sente-se incomodado pelos seus erros e, com esforço e tenacidade, busca reparar os danos causados; é para aquele que chora com resignação, entendendo que o sofrimento atual é o pagamento de dividas das faltas passadas e que, se suportado pacientemente, poupara séculos de sofrimento na vida futura.
Para entender a mensagem de Jesus é preciso sensibilizar-se ( Deixai que o vosso coração se enterneça – O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.13, item17 ) e não ter mais o coração de pedra. Deve-se sair do mundo EGOCENTRICO para o da SOLIDARIEDADE e da CARIDADE.
O processo de racionalização, entendimento das leis divinas à luz da Doutrina Espirita, estudando o livre-arbítrio, a lei de causa e efeito, a reencarnação e a lei de evolução provocam profundas transformações no individuo.
A lagrima que derramamos por causa da dor, do sofrimento, da saudade, mas que é acompanhada da resignação, da esperança e do sentimento do dever cumprido, esta sim é a consolação prometida pelo  Mestre porque traz alivio e alegria, é a lágrima terapêutica, que nos faz bem e impulsiona a progredir. Devamos evitar as lágrimas da autopiedade, da desesperança, a egoística porque são autodestrutivas, impedindo o progresso e trazendo a infelicidade.
Nos momentos de duvida, aflição e angustia, deve-se deixar um pouco de lado o nosso pono de vista, que é limitado e obscuro e ligar-se ao Pai em oração porque Ele na Sua infinita sabedoria e justiça nos oferece sempre o que nos é necessário e merecido, recusando aquilo que nos é prejudicial mesmo que este necessário e merecido, recusando aquilo que nos é prejudicial, mesmo que este necessário seja, momentaneamente, o sofrimento, conforme ensina o Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 28, itens 26 e 27 Nas Aflições da Vida.
 Fonte: Seara Espírita

domingo, 22 de abril de 2012

PodSer #03 – Apocalipse







Fala galera como prometido aqui está mais um episodio do PodSer e dessa vez o tema é sobre apocalipse, espero que vocês gostem e ate terça com uma matéria muito boa. Um grande abraço a todos fiquem com Deus e até mais.


Neste episódio, Haroldo, Fred Cornelio Thiago Franklin batem um papo interessante sobre o apocalipse de João, dando continuidade ao estudo feito pelo Haroldo em São Jose do Rio Preto.
Neste Podcast: Acompanhe a continuidade do estudo feito em São José do Rio Preto, entenda alguns sinais do apocalipse de João, veja a importância da participação dos ouvintes via e-mail e  perceba como Emmanuel faz links dentro dos seus textos com os escritos sagrados.
Comentado na leitura de e-mails:
Estudo Feito em São José do Rio Preto: 
Seminário Apocalipse, mitos e Verdades.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

“Livro dos Espíritos” completa 150 anos

Hoje é um dia de muita felicidade para nós espíritas, hoje o espiritismo completa 150 anos de existência um século e meio de ensinamentos de grande importância para a humanidade. No dia 18 de abril de 1857, Allan Kardec publica a primeira edição do Livro Dos Espíritos, neste dia a humanidade conhecia o consolador que Jesus prometeu. Trazendo as mais belas lições, o livro dos espíritos contem mais de 1.019 perguntas que respondem perguntas que antes eram totalmente desconhecidas para a humanidade como, por exemplo, a vida após a morte. A obra se divide em 4 partes:

Das causas primárias - abordando as noção de divindade, Criação e elementos fundamentais do Universo.

 Do mundo dos Espíritos - analisando a noção de Espírito e toda a série de imperativos que se ligam a esse conceito, a finalidade de sua existência, seu potencial de auto-aperfeiçoamento, sua pré e sua pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria.

 Das leis morais - trabalhando com o conceito de Leis de ordem Moral a que estaria submetida toda a Criação, quais sejam as leis de: adoração,trabalhoreproduçãoconservaçãodestruiçãosociedadeprogressoigualdadeliberdade e justiça, amor e caridade.
Das esperanças e consolações - concluindo com ponderações acerca do futuro do homem, seu estado após a morte, as alegrias e obstáculos que encontra no além-túmulo.

Todo o resumo da doutrina espírita consta no livro dos espíritos e é de seu desdobramento que derivam os todos os outros 4 livros da doutrina. As causas primárias originou A Gênese; O mundo Espírita ou dos Espíritos é desdobrado no Livro dos Médiuns; As leis morais são a fonte do Evangelho Segundo o Espiritismo; E as esperanças e consolações são melhor explicadas em O Céu e o Inferno.

Obs: Quando foi lançada a primeira edição do livro dos espíritos neste dia foi o marco do inicio do espiritismo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Os Bons Espíritas


Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que
vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e
caluniam. – Porque, se somente amardes os que
vos amam, que recompensa tereis disso? Não
fazem assim também os publicanos? – Se unicamente
saudardes os vossos irmãos, que fazeis
com isso mais do que outros? Não fazem o
mesmo os pagãos? – Sede, pois, vós outros, perfeitos,
como perfeito é o vosso Pai celestial.
(S. MATEUS, 5:44, 46 a 48.)

4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações.
 A clareza é da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo. Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem,enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encarnado.
Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores, nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que à moral, que se lhes afigura cediça e monótona. 
Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções.
Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência. Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVII – Sede Perfeitos – Item 4


domingo, 15 de abril de 2012

PodSer #02 – A Biblioteca do SER

Escute Aqui:





Neste episódio, Haroldo, Guilherme de Barros, Pastor Enéias, Karen, Theo Cabral, João Nelio Thiago Franklinbatem um papo sobre a formação da Biblioteca do SER.
Neste Podcast: Perceba como é bela a amizade quando caem as escamas das diferenças religiosas, acompanhe Haroldo em uma saga por Israel comprando meia tonelada de livros e escute muitas historias engraçadas de dois grandes amigos!

Fala galera!!!
Bem trago a vocês o novo episodio do PodSer, como tinha prometido a cada semana vou postar um episodio novo do PodSer com o link para fazer o download do episodio, e para organizar mais o blog resolvemos fazer um cronograma:

Terça: Matéria sobre Mediunidade ou outros assuntos.

Quarta: Matéria sobre o Livro dos Espíritos.

Quinta: Uma lição do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Sexta: Vlog Viver o Amor (Nessa semana irei falar um pouco como vai funcionar o Vlog).

Então é isso pessoal com esse cronograma, o blog fica mais organizado, e se você quiser da umas dicas pra melhorar o cronograma ou algum tema a ser tratado comente nessa postagem beleza, espero que vocês gostem desse novo episodio do PodSer.

Um grande abraço a todos vocês. 

Link Para download do Episodio: http://www.4shared.com/mp3/OGgPJfNe/PodSer_02_-_A_Biblioteca_do_SE.html?





quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Piedade

17. A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos;
é a irmã da caridade, que vos conduz a Deus. Ah! deixai
que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das
misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas
lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e,
quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar
a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!
Tem um certo amargor, é certo, esse encanto, porque
nasce ao lado da desgraça; mas, não tendo o sabor
acre dos gozos mundanos, também não traz as pungentes
decepções do vazio que estes últimos deixam após si. Envolve-
o penetrante suavidade que enche de júbilo a alma. A
piedade, a piedade bem sentida é amor; amor é devotamento;
devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa
abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por ex-
celência, a que em toda a sua vida praticou o divino
Messias e ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime.
Quando esta doutrina for restabelecida na sua pureza
primitiva, quando todos os povos se lhe submeterem, ela
tornará feliz a Terra, fazendo que reinem aí a concórdia, a
paz e o amor.
O sentimento mais apropriado a fazer que progridais,
domando em vós o egoísmo e o orgulho, aquele que dispõe
vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo,
é a piedade! piedade que vos comove até às entranhas
à vista dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos
impele a lhes estender a mão para socorrê-los e vos arranca
lágrimas de simpatia. Nunca, portanto, abafeis nos vossos
corações essas emoções celestes; não procedais como
esses egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos, porque
o espetáculo de suas misérias lhes perturbaria por instantes
a existência álacre. Temei conservar-vos indiferentes,
quando puderdes ser úteis. A tranqüilidade comprada
à custa de uma indiferença culposa é a tranqüilidade do
mar Morto, no fundo de cujas águas se escondem a vasa
fétida e a corrupção.
Quão longe, no entanto, se acha a piedade de causar o
distúrbio e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta!
Sem dúvida, ao contacto da desgraça de outrem, a alma,
voltando-se para si mesma, experimenta um confrangimento
natural e profundo, que põe em vibração todo o ser e o
abala penosamente. Grande, porém, é a compensação, quando
chegais a dar coragem e esperança a um irmão infeliz
que se enternece ao aperto de uma mão amiga e cujo olhar,
úmido, por vezes, de emoção e de reconhecimento, para
vós se dirige docemente, antes de se fixar no Céu em agradecimento
por lhe ter enviado um consolador, um amparo.
A piedade é o melancólico, mas celeste precursor da caridade,
primeira das virtudes que a tem por irmã e cujos benefícios
ela prepara e enobrece. – Miguel. (Bordéus, 1862.)

O Livro dos Espíritos – Cap. XIII – Item 17.

domingo, 8 de abril de 2012

PodSer #01 – O Primeiro PodSer






Neste episódio vamos ouvir um bate papo sobre o Instituto Ser, sobre espiritualidade, lembrar da figura maravilhosa do Sr. Honório Abreu e ainda ouvir psicofonias de Emmanuel e André Luiz, gravadas com Chico Xavier em Pedro Leopoldo, com o som de uma locomotiva ao fundo.
Neste episódio participaram o Thiago Franklin, Guilherme Barros, Haroldo Dutra Dias, Théo Cabral Filho e também o Luiz Henrique.
As gravações das psicofonias foram cedidas pelo nosso amigo Oceano que em Abril de 2011 lançará dois dvds completos com 47 gravaçôes de psicofonias de Emmanuel, André Luiz, Camilo Chaves, Labouriaux, José Xavier, Cairbar Schutel, Dias da Cruz, Melo Moraes e tantos outros, através da mediunidade de Chico Xavier.

Bem pessoal trago a vocês o PodCast que é um programa feito por espíritas e nele é tratado temas bem legais sobre o espiritismo, a cada semana vou postar um episódio do PodCast com o link para download do episodio, espero que todos vocês gostem e deixem um comentário falando do que vocês acharam do episodio, um grande abraço a todos e fiquem com  Deus. E se puderem compartilhem o episodio pra todos os seus amigos espíritas para ajudar a divulgar o trabalho dos nossos amigos.


Site do PodCasthttp://www.portalser.org/



sábado, 31 de março de 2012

Os trabalhadores da última hora. - Missão dos Espiritas.


1. O reino dos céus é semelhante a um pai de
família que saiu de madrugada, a fim de
assalariar trabalhadores para a sua vinha. –
Tendo convencionado com os trabalhadores que
pagaria um denário a cada um por dia, mandou-
-os para a vinha. – Saiu de novo à terceira hora
do dia e, vendo outros que se conservavam na
praça sem fazer coisa alguma. – disse-lhes: Ide
também vós outros para a minha vinha e vos pagarei
o que for razoável. Eles foram. – Saiu novamente
à hora sexta e à hora nona do dia e fez o
mesmo. – Saindo mais uma vez à hora undécima,
encontrou ainda outros que estavam desocupados,
aos quais disse: Por que permaneceis
aí o dia inteiro sem trabalhar? – É, disseram eles,
que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse:
Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele
que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores
e paga-lhes, começando pelos últimos
e indo até aos primeiros. – Aproximando-se
então os que só à undécima hora haviam chegado,
receberam um denário cada um. – Vindo a
seu turno os que tinham sido encontrados em
primeiro lugar, julgaram que iam receber mais;
porém, receberam apenas um denário cada um.
– Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família –
dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma
hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos
o peso do dia e do calor.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a
um deles: Meu amigo, não te causo dano algum;
não convencionaste comigo receber um denário
pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te;
apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a
ti. – Não me é então lícito fazer o que quero? Tens
mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros
serão os últimos, porque muitos são os
chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, 20:1
a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”,

MISSÃO DOS ESPÍRITAS
4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniquidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres. Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados.

Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo Infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas
recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz. Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.

Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz. Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios-do-Sol
nascente. A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniquidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente
conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.

Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos. Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina. Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai! Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.  - Erasto, anjo- -da-guarda do médium. (Paris, 1863.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XX – Item 4 e 5

sexta-feira, 23 de março de 2012

O perdão no processo de evolução do adolescente .

Na transição da adolescência, o jovem saudável é muito susceptível de
mudança de comportamentos e de atitudes mentais. Raramente as mágoas se
lhe fazem profundas, produzindo sulcos perturbadores que se transformam em
conflitos para o futuro, porque tudo parece acontecer com rapidez, cedendo,
um fato, lugar a outro mais recente, dessa forma, não se fixando muito as
impressões negativas, exceto aquelas que se repetem ou que lhe causam
choque, estupor ou castração psicológica. Desse modo, as ocorrências desagradáveis podem ser superadas com relativa facilidade, desde que haja substitutos para as mesmas, diminuindo as impressões de descontentamento e mal-estar. Formando a personalidade e definindo-se na eleição do que lhe apraz aceitar ou rejeitar, o perdão assume um papel de importância no seu dia-a-dia,
abrindo-lhe possibilidades para os relacionamentos felizes. Há, naturalmente,
exceções, quando se trata de personalidades psicopatas, temperamentos
instáveis e vingativos, que acumulam o resíduo do ressentimento ao invés de
coletar as experiências positivas e substituir aqueloutros que são de natureza
desagradável. O perdão aos erros alheios representa começo de maturidade no jovem, que se revela tolerante, compreensivo, dando aos outros o direito de equivocarse e abrindo espaço para o auto-perdão. Mediante essa conduta se renova, não permanecendo em atitudes depressivas após a constatação do erro, antes se dispondo a seguir em frente, superando a situação infeliz e recuperando-se ao primeiro ensejo.
Com essa atitude, a vida adquire um sabor agradável e as ocorrências passam a merecer a consideração produtiva, aquela que soma recursos que podem ser aplicados em favor do bem comum.
É uma forma de superar os melindres e complexos de inferioridade,
porque o adolescente dá-se conta do quanto éimportante a sua presença no
mundo, pelo seu significado existencial, pelo que pode realizar e pelo próprio
sentido de sua vida.
Quando perdoa, despoja-se de ondas perturbadoras que lhe ameaçam a
casa mental, ampliando a capacidade de amor sem exigência, porque percebe
que todas as pessoas se equivocam e são credoras de entendimento, quanto
ele próprio o é. Isso lhe proporciona uma empatia favorável à existência
terrestre, que perde as marcas agressivas que lhe pareciam ameaçar,
constatando a fragilidade humana, que lhe cumpre entender e auxiliar a
fortificar-se..
É certamente uma lição preciosa para o seu desenvolvimento afetivo,
emocional e social. Desde que todas as pessoas são dependentes umas das
outras e cometem os mesmos erros com variação de escala e de gravidade,
compreende o desafio que é viver com equilíbrio, intercambiando fraternidade,
que constitui suporte de vitalidade. Ninguém que viaje pelo rumo da existência
terrestre sem o apoio das amizades, sem o intercâmbio fraternal, que não
tombe em terrível alienação.
Dessa forma, o perdão, como fenômeno natural entre os indivíduos,
fascina o jovem que desperta para a existência adulta, descobrindo que a vida
é enriquecedora e que errar é experiência perfeitamente natural, porém
levantar-se do erro é compromisso que não pode ser adiado sob pretexto
algum. No entanto, para que a pessoa reconsidere a atitude e se erga do
deslize, é indispensável que lhe seja oferecida oportunidade, que se lhe
distenda a mão amiga sem recriminação ou qualquer outra exigência. Somente
assim a vida se torna digna de ser vivida com elevação.
A aprendizagem do perdão pode ser comparada com a metodologia do
ensino, aplicada no cotidiano. A pessoa que se dispõe a aprender qualquer
coisa é levada a errar, no começo, repetir a tentativa até que as experiências
se fixem no inconsciente e passem espontaneamente à consciência, de onde
se irradiam para os hábitos. Assim, também, as conquistas morais, que são
resultados de tentames ora com êxitos, ora com insucessos, O erro de um
momento ensina como não mais se deve proceder, dessa maneira adquirindose o automatismo para agir com correção.
Essa tarefa educadora é reflexo do perdão que se dá e do que se recebe.
Ninguém, no mundo, que não necessite de oferecê-lo, tanto quanto de recebêlo.
Concedê-lo, porém, é sempre melhor, porque expressa enriquecimento
interior e disposição de auxiliar-crescendo, enquanto consegui-lo traduz
equívoco que poderia ser evitado. A aprendizagem, todavia, em qualquer
circunstância, oferece valioso contributo para uma existência tranqüila.
Todas as criaturas necessitam pensar profundamente no perdão. Quando
alguém é ofendido, o seu agressor tomba em nível vibratório e a vítima
prossegue no padrão em que se encontra. Se reage, devolvendo o insulto, a
agressão, igualmente, desce à condição de inferioridade; se permanece em
tranqüilidade, demora-se no mesmo patamar. Entretanto, quando perdoa,
ascende e localiza-se emocional e psiquicamente em situação melhor do que o
seu opositor. Não foi por outra razão que Jesus, como Psicoterapeuta Invulgar,
proclamou a necessidade do perdão como condição de plenitude para o ser.
O adolescente, descomprometido com ressentimentos anteriores, aberto
às novas lições da vida, sempre encontrará, no ato de perdoar, uma forma de
realizar-se, preenchendo os vazios do sentimento e superando as constrições
de uma família-problema, um lar difícil, circunstâncias perturbadoras que
passam a dar significado diferente à sua existência, liberando-o das
reminiscências amargas e dos traumas que, por acaso, teimem por
permanecer-lhe no ser.
Essa atitude de perdoar é resultado também de exercícios. Ao analisar a
situação do agressor, compreendendo que ele se encontra infeliz e exterioriza
essa situação mediante a agressividade, torna mais fácil a atitude da desculpa,
que se encoraja em olvidar a ofensa, perdoar sinceramente. Inicia-se nas
pequenas conjunturas desagradáveis que vão sendo ultrapassadas sem
vínculos de mágoas, na necessidade pessoal também de ser compreendido, e,
portanto, perdoado, criando um clima de legítima fraternidade que permite ao
outro ser aceito conforme se apresenta, entendendo-lhe as dificuldades de
amadurecimento e de atitude, dessa forma ajudando-o sem impor-lhe
percalços pelo caminho.
O verdadeiro e compensador período da adolescência é aquele que
guarda melhores recordações, responsáveis pela estruturação do caráter e da
personalidade, devendo ser a fase na qual ocorrem as expressões de
amadurecimento psicológico, superando a criança caprichosa que não sabe
desculpar e abrindo campo para o desenvolvimento do indivíduo compassivo e
fraterno, que está disposto a contribuir com valiosos tesouros para a
dignificação humana.
Quando se ama, portanto, o perdão é um fenômeno natural, que se
exterioriza como conseqüência da atitude aberta de aceitar o próximo na
condição em que se apresenta, porém, exigir-se ser melhor cada dia, e mais
nobre em cada oportunidade que surge.
Fonte: ADOLESCÊNCIA E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS