Mostrando postagens com marcador Mediunidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mediunidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de agosto de 2011

Mediunidade Conceitos e Tipos

è O que é a Mediunidade?
Lamatine Palhano Jr. Em seu “Dicionario da Filosofia Espírita”, conceitua mediunidade como sendo uma faculdade inerente ao homem que permite a ele a percepção, em um grau qualquer, da influencia dos espíritos. Não constitui privilégio exclusivo de uma ou outra pessoa, pois, sendo uma possibilidade orgânica, depende de um organismo mais ou menos sensitivo.
è Como ocorre o desenvolvimento da Faculdade Mediúnica?
O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos espíritos; depende, portanto, do organismo e pode ser desenvolvida quando exista o princípio; não podendo, consequentemente, quando o principio não existe.
As relações entre os espíritos e os médiuns se estabelecem por meio dos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relações do grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Combinado os fluidos perispiriticos não só transmitem aos médiuns seus pensamentos, como também chegam a exercer sobre eles uma influência física, fazem-nos agir e falar à sua vontade. Todavia, a elevação moral do médium e seu controle sobre a faculdade que possuí impedira que os espíritos inferiorizados se adonem da sua faculdade e paralisem-lhe o livre arbítrio.
è Mediunidade – Classificação segundo seus Efeitos:
São os que sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores. Podem se apresentar sob variadas formas, tais como:
Materialização: A materialização, de acordo com a Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito desencarnado ou um objeto qualquer, não proveniente do mundo físico, torna-se visível e tangível. É, portanto, uma manifestação de efeitos físicos. Afirmam as obras espíritas que, para que um espírito desencarnado materialize o seu perispírito ou um objeto inexistente no mundo físico, ele tem que fazer uso de uma substância semi-material exalada pelos seres vivos em geral e, em maior quantidade, pelos médiuns de efeitos físicos, chamada de ectoplasmaFonte: Wikipedia
Transfiguração: Modificação dos traços fisionômicos do próprio médium.
Levitação: Erguimento de objetos e/ou pessoas, contrariando a Lei Gravidade.
Transporte: Entrada e saída de objetos de recintos.
Bilocação ou Bicorporiedade: Aparecimento do espírito do médium desdobrado sob forma materializada, em lugar diferente ao do corpo.
Voz Direta: Vozes dos espíritos que soam pelo ambiente, independentemente do médium (em termos), através de uma garganta ectoplasmática.
Escrita Direta: Palavras, frases, mensagens, escritas sem a utilização da mão o médium.
Tiptologia: Sinais por pancadas formando palavras e frases inteligentes.
Sematologia: Movimento de objetos sem contato físico, traduzindo uma vontade, um sentimento, etc.
è Fenômenos de Efeitos Intelectuais ou Subjetivos:
Intuição: Uma modalidade de telepatia, quando a transmissão do pensamento se dá por meio do espírito do médium, ou melhor, de sua alma. Ela recebe pensamento do espírito que se manifesta e o transmite. Nessa situação o médium tem a consciência do que fala ou escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento
Vidência: Faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa perceber imagens da vida espiritual, e mesmo da vida corpórea, independentemente do tempo e da distancia.
Audiência:  Da mesma forma, faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa escutar os sons do mundo espiritual.
Desdobramento: Estado no qual o espírito do percipiente desloca-se e vai até outros lugares, distantes ou não, fora da dimensão tempo/espaço, e descreve o que se vê e o que faz.
Psicometria: Faculdade que tem o médium de estabelecer contato com toda a vida psíquica de alguém, coisa ou ambiente, podendo perscrutar o passado, o presente e o futuro, bastando para isso que entre em contato com o nome ou um objeto relacionado.
Psicografia: É a escrita sob a influência dos espíritos. Os espíritos escrevem, impulsionando a mão do médium, seja por uma forte intuição, por um controle parcial do centro motor e com ciência do médium ou por uma ação mecânica absoluta.
Psicofonia: Fenômeno mediúnico que, associado ou não a outras modalidades da mediunidade, possibilita a um espírito falar através do aparelho fonador do médium.
Obs. À generalidade destes dois últimos tipos de fenômenos intelectuais (psicografia e psicofonia) tem-se denominado vulgarmente de “Incorporação Mediúnica”. Ressalta-se, todavia, que não ocorre a “introdução” do espírito ao corpo do médium, mas, sim, uma associação de seus fluidos com os do médium, resultantes das faixas vibratórias em que se encontrem e que pela lei de sintonia e da assimilação se identificam formando um complexo – Emissor – (espírito – desencarnado) e Receptor (médiun).
Fonte: O Livro dos Médiuns 




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Grandes Espíritas do Brasil - Yvonne A. Pereira


Yvonne do Amaral Pereira (Valença, 24 de dezembro de 1900 — Rio de Janeiro, 9 de março de 1984) foi uma médium brasileira, autora de diversos livros psicografados.Foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, autora de romances psicografados bastante conhecidos entre os espíritas. Yvonne cresceu numa família espírita. O pai enfrentou a falência comercial por três vezes. Posteriormente viria a tornar-se funcionário público, cargo que ocupou até o fim da vida, em 1935. Era comum a família abrigar pessoas necessitadas, vivências que, segundo Yvone, marcariam sua vida para sempre.
Com quatro anos de idade, a menina já dizia ver e ouvir espíritos, os quais, segundo ela, considerava como pessoas normais. Dois dos amigos invisíveis apareciam com mais freqüência:
  • Charles, a quem ela considerava seu verdadeiro pai, devido a lembranças que teria de uma encarnação anterior, em que a "entidade" teria sido seu pai.
  • Roberto de Canalejas, que teria sido um médico espanhol de meados do século XIX.
As visões lhe perturbavam, e vinham junto com uma imensa saudade do que seria uma encarnação anterior, na Espanha, que, dizia, recordava com clareza. Considerava seus atuais familiares, principalmente o pai e os irmãos, como pessoas estranhas, assim como estranhava a casa e a cidade onde morava. Em razão desses conflitos, até os dez anos de idade passou a maior parte do tempo na casa da avó paterna.
Um dos principais livros de Yvonne
Aos oito anos de idade, a menina viveu novo episódio de catalepsia. Certa noite, durante o sono, percebeu-se diante de uma imagem do Senhor dos Passos pedindo socorro, pois sofria muito. A imagem, então, animando-se, dirigiu-lhe as palavras: Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam. A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada.
Nessa idade teve o primeiro contato com um livro espírita. Posteriormente, aos doze anos, ganhou de presente do pai O Evangelho segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos. Aos treze anos de idade começou a freqüentar sessões práticas de Espiritismo.
Yvonne teve como estudos apenas o antigo curso primário (atual primeiro segmento do ensino fundamental). Devido às dificuldades financeiras da família não conseguiu prosseguir nos estudos. Para auxiliar a família, e o próprio sustento, dedicou-se à costura e ao bordado, e ao artesanato de rendas e flores. Tendo cultivado desde a infância o estudo e a leitura, completou a sua formação como autodidata, pela leitura de livros e periódicos. Aos dezesseis anos já tinha lido obras clássicas de Goethe, Bernardo Guimarães, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle e outros.
A partir dessa idade, fase da adolescência, a mediunidade tornou-se um fenômeno comum para Yvonne, que dizia receber a maior parte dos informes de além-túmulo, crônicas e contos em desdobramento, no momento do sono. A sua faculdade apresentava-se diversificada, tendo se dedicado à psicografia e ao receituário homeopático, à incorporação, à psicofonia e ao passe, e até mesmo, em algumas ocasiões, aos chamados efeitos físicos de materialização. Dedicou-se à atividade de desobsessão. Atuou em casas espíritas nas cidades de Lavras (MG), Barra do Piraí (RJ), Juiz de Fora (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde residiu sucessivamente.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Conversas familiares de além-túmulo - A senhora Schwabenhaus

Vários jornais, segundo o Courrier dês États-Unis, narraram o fato seguinte que nos pareceu de natureza a fornecer o assunto para um estudo interessante:
"Uma família alemã, de Baltimore, veio, diz o Courrier dês États-Unis, de ser vivamente emocionada por um singular caso de morte aparente. A senhora Schwabenhaus, doente há algum tempo, parecia haver dado o último suspiro na noite da segunda para terça-feira. As pessoas que a cuidavam puderam observar nela todos os sintomas da morte; seu corpo estava gelado, seus membros rígidos. Depois de ter prestado ao cadáver os últimos deveres, e quando tudo estava pronto, no quarto mortuário, para o sepultamento, os assistentes foram em busca de algum repouso. O senhor Schwabenhaus esgotado pela fadiga, logo os seguiu. Estava entregue a sono agitado, quando, pela seis horas da manhã, a voz de sua mulher veio ferir seu ouvido. Acreditou primeiro ser o joguete de um sonho; mas seu nome, repetido várias vezes, logo não lhe deixou nenhuma dúvida, e se precipitou para o quarto de sua mulher. Aquela que deixara por morta, estava sentada em sua cama, parecendo gozar de todas as suas faculdades e mais forte, do que jamais estivera, desde o começo de sua enfermidade.
"A senhora Schwabenhaus pediu água, depois desejou beber chá e vinho. Ela pediu ao seu marido para ir dormir seu filho que chorava em um quarto vizinho. Mas este último, estava muito emocionado para isso, e correu a despertar todo mundo na casa. A doente acolheu sorrindo seus amigos, seus domésticos, que não se aproximaram de seu leito senão tremendo. Ela não parecia surpresa com os preparativos funerários que impressionavam seu olhar: "Sei que me acreditáveis morta, disse ela, entretanto, eu não estava senão dormindo. Mas durante esse tempo minha alma voou para as regiões celestes; um anjo veio me procurar, e cruzamos o espaço por alguns instantes. Este anjo que me conduzia, é a jovem que perdemos no ano último... Oh! logo eu irei reunir-me a ela... Agora que provei as alegrias do céu, não queria mais viver neste mundo. Pedi ao anjo para vir abraçar, ainda uma vez, meu marido e meus filhos; mas logo ele virá me procurar."
Às oito horas, depois que ela ternamente pediu permissão ao seu marido, aos seus filhos e a uma multidão de pessoas que a cercava, a senhora Schwabenhaus expirou realmente desta vez, como foi constatado pelos médicos, de modo a não deixar subsistir nenhuma dúvida.
"Esta cena emocionou vivamente os habitantes de Baltimore."
O Espírito da senhora Schwabenhaus, tendo sido evocado, na sessão da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, no dia 27 de abril último, estabeleceu-se com ele a conversa seguinte.
1. Desejamos, com o objetivo de nos instruir, dirigir-vos algumas perguntas concernentes à vossa morte; tereis a bondade de nos responder? - R. Como não o faria agora que começo a tocar nas verdades eternas, e que sei a necessidade que disso tendes?
2. Lembrai-vos das circunstâncias particulares que precederam vossa morte? - R. Sim, esse momento foi o mais feliz da minha existência terrestre.
3. Durante a vossa morte aparente, ouvíeis o que se passava ao redor de nós e víeis os preparativos de vossos funerais? - R. Minha alma estava muito preocupada com sua felicidade próxima.
4. Tínheis a consciência de não estar morta? - R. Sim, mas isso não me era bastante penoso.
5. Poderíeis nos dizer a diferença que fazeis entre o sono natural e o sono letárgico? - R. O sono natural é o repouso do corpo; o sono letárgico é a exaltação da alma.
6. Sofríeis durante a vossa letargia? - R. Não.
7. Como se operou o vosso retomo à vida? - R. Deus permitiu que retomasse para consolar os corações aflitos que me cercavam.
8. Desejaríamos uma explicação mais material. - R. O que chamais o perispírito animava ainda o meu envoltório terrestre.
9. Como ocorreu não vos surpreenderdes, no vosso despertar, com os preparativos que se faziam para vos enterrar? - R. Eu sabia que deveria morrer, todas essas coisas pouco me importavam, uma vez que entrevi a felicidade dos eleitos.
10. Voltando a vós, ficastes satisfeita de ser restituída à vida? - R. Sim, para consolar.
11. Onde estivestes durante o vosso sono letárgico? - R. Não posso dizer-vos toda a felicidade que senti: as línguas humanas não exprimem essas coisas.
12. Vós vos sentis, ainda, na terra ou no espaço? - R. Nos espaços.
13. Dissestes, voltando a vós, que a jovem que havíeis perdido no ano precedente, viera vos procurar; é verdade? - R. Sim, é um Espírito puro.
14. Que idade tinha essa criança quando morreu? - R. Sete anos.
15. Como a reconhecestes? - R. Os Espíritos superiores se reconhecem mais depressa.
16. Vós a reconhecestes sob uma forma qualquer? - R. Não a vi senão como Espírito.
17. Que vos dizia ela? - R. Venha, siga-me para o Eterno.
18. Vistes outros Espíritos além daquele da vossa filha? - R. Vi uma quantidade de outros Espíritos, mas a voz da minha criança e a felicidade que pressentia eram minhas únicas preocupações.
19. Durante o vosso retorno à vida, dissestes que iríeis logo reunir-vos à vossa filha; tínheis, pois, consciência de vossa morte próxima? - R. Era para mim uma esperança feliz.
20. Como o sabíeis? - R. Quem não sabe que é preciso morrer? Minha doença mo dizia bem.
21. Qual era a causa da vossa doença? - R. Os desgostos.
22. Que idade tínheis? - R. 48 anos.
23. Deixando a vida definitivamente, tivestes imediatamente uma consciência limpa e lúcida de vossa nova situação? - R. Tive-a no momento de minha letargia.
24. Experimentastes a perturbação que acompanha, ordinariamente, o retorno à vida espírita? - R. Não, eu estava deslumbrada, mas não perturbada.
25. Depois de vossa morte, tornastes a ver a vossa filha? - R. Estou freqüentemente com ela.
26. Estais reunida a ela pela eternidade? - R. Não, mas sei que depois de minhas últimas encarnações, estarei na morada onde habitam os Espíritos puros.
27. Vossas provas, pois, não estão findas? - R. Não; entretanto, elas serão felizes agora; não me deixam mais do que esperar, e a esperança é quase a felicidade.
28. Vossa filha havia vivido em outros corpos, antes daquele com o qual era vossa filha? - R. Sim, em muitos outros.
29. Sob qual forma estais entre nós? - R. Sob minha última forma de mulher.
30. Vós nos vedes tão distintamente quanto o faríeis estando viva? - R. Sim.
31. Uma vez que aqui estais sob a forma que tínheis na Terra, é pelos olhos que nos vedes? - R. Mas não, o Espírito não tem olhos; não estou sob a minha última forma senão para satisfazer às leis que regem os Espíritos quando são evocados, e obrigados a retomar o que chamais Perispírito.
32. Podeis ler os nossos pensamentos? - R. Sim, eu o posso: lerei se vossos pensamentos forem bons.
33. Nós vos agradecemos as explicações que consentistes em nos dan reconhecemos pela sabedoria de vossas respostas, que sois um Espírito elevado, e esperamos que gozeis a felicidade que mereceis. - R. Estou feliz em contribuir para a vossa obra; morrer é uma alegria quando se pode ajudar o progresso como pude fazê-lo.


FONTE: REVISTA ESPÍRTA

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Medicina reconhece obsessão espiritual

Dr. Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra:
Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:
A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
mente, corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:
biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual..
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Faculdade de Medicina DA USP, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.
Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.  
Texto de Osvaldo Shimoda
Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz.
Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo.
Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.
Segundo o mesmo, a pineal forma os cristais de apatite que, em indivíduos adultos, facilita a captura do campo magnético que chega e repele outros cristais. Esses cristais são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenómeno da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais cristais, foi observado que o desdobramento fora facilmente apontado.
Segundo a revista Espiritismo & Ciência,[1] "o mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma. Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.
Sérgio Felipe de Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e do exterior, inclusive na Universidade de Londres. Numa apresentação na Universidade de Caxias do Sul, o pesquisador afirmou ter recebido vários estímulos para estudar a glândula pineal quando ainda estava concentrado em pesquisas na área de física e matemática. Um desses estímulos foi uma visão em que lhe apareceu o professor Zerbini, renomado médico cardiologista e pioneiro dos transplantes de coração no Brasil. Zerbini, a quem Sérgio teria substituído em seus dois últimos compromissos acadêmicos, sugeriu a Sérgio insistentemente (durante a visão) que estudasse a glândula pineal, conforme o relato do pesquisador.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Auto-Realização do Adolescente Através do Amor


O amor é sempre o alimento essencial da vida. Em todos os períodos da
existência física e espiritual da criatura humana, constitui o estímulo e a
sustentação dos objetivos enobrecedores, facultando alegria e propondo metas elevadas para serem alcançadas.
Na infância e na adolescência, representa o mais valioso veículo de
auxílio ao desenvolvimento do ser em formação. O seu poderoso elã dá à vida
significado e, nesse período inicial da existência planetária, é responsável pelo
equilíbrio do desenvolvimento emocional e vital.
Embora se saiba que num corpo jovem encontra-se um Espírito
amadurecido ou iniciante nas atividades da evolução, em cada reencarnação o
adormecimento das suas potencialidades psíquicas e emocionais faculta-lhe o
desabrochar do Deus interno que nele jaz, bem como dos inesgotáveis
recursos que procedem do Criador e devem encontrar campo para
desenvolvimento.
Graças ao amor presente ou ausente na infância e na juventude, os
futuros cidadãos responderão aos desafios existenciais, tornando-se
construtores do bem ou perturbadores da ordem, porqüanto o caráter é
construído com a afetividade que amadurece, auxiliando a área do
discernimento intelectual para o que é certo, deixando à margem o que é
incorreto. Essa capacidade de distinguir o que se deve ou não fazer,
édecorrência natural da capacidade intelecto-moral. A mente apresenta os
opostos e os define, mas o sentimento elege aquele ideal que deve ser
vivenciado. Portanto, o amor é força dinâmica da vida a serviço do equilibrio
universal, e não terá sido por outra razão que o Apóstolo João afirmou que
Deus é amor.
Quando se ama, adquire-se compreensão da vida e se amadurece,
desenvolvendo o sentido de crescimento fraternal e de solidariedade. Quando
porém se deseja ser amado apenas, então se permanece em infância
espiritual, com atraso psicológico na área da emoção, que não discerne os
deveres a serem atendidos, exigindo-se direitos aos quais não faz jus. A
experiência, portanto, do amor, é relevante no processo da evolução de todos
os seres, especialmente o humano. O amor aquece o coração e enriquece a
vida, favorecendo com uma visão otimista, que transforma o deserto em jardim
e o pântano em pomar.
O adolescente sabe receber o amor, no entanto, pela falta natural de
amadurecimento emocional, nem sempre sabe direcioná-lo, mesmo que o
sinta, em razão da dificuldade de distinguir o que se trata de sensação, de
desejo sexual, de admiração e arrebatamento, do verdadeiro sentimento de
afetividade sem exigência, sem agradecimento, sem dependência.
Não é uma peculiaridade apenas do jovem, mas de muitas criaturas que
avançaram na faixa etária, mas não saíram da infância emocional.
Lentamente, os sentimentos se vão definindo no adolescente e ele passa,
através da socialização, a perceber o que lhe agrada aos sentidos e aquilo que
lhe embeleza a emoção, dando-lhe firmeza nas decisões, interesse nas
definições e eleição nos postulados que abraça, incluindo as pessoas que o
cercam, que constituem os grupos nos quais se movimenta.
Há inúmeras motivações para o amor, que atraem o jovem necessitado
de compreensão e de paciência, até o momento em que possa definir os rumos
e atividades a desenvolver, de forma a fixar as propostas do sentimento no
íntimo, sem perturbação nem ansiedade.
Os exemplos de abnegação na família, de desinteresse imediato quando
se ama, de dedicação aos valores de enobrecimento, aos esforços pela
conquista dos patamares elevados da nobreza e do caráter, constituem
emulação para o jovem resolver-se pela faculdade de amar, ao invés de
hipertrofiar esse sentimento nas baixas aspirações dos desejos infrenes e
apaixonados que geram dificuldades e escravidão.
O adolescente tem necessidade de ser aceito pelo grupo de
companheiros, falar-lhe o mesmo idioma, adotar os mesmos hábitos, participar
dos mesmos desportos, empreender as mesmas marchas, partilhar os mesmos
valores, as metas idênticas. Esse apelo surge naturalmente e ele é impelido ao
meio social quase que por instinto. Se for seguro emocionalmente, terá
facilidade de adaptação sem que sofra a influência determinante do conjunto,
podendo selecionar aquilo que lhe interessa, deixando de lado o que se lhe
apresente como destituído de valor. Se, todavia, sente-se desamado, preterido
no lar, prende-se ao novo clã, assumindo uma identidade desconfiada,
agressiva e violenta. Noutras vezes, por timidez, pode evitar a socialização e
afastar-se, alienando-se.
Quando vitalizado pelo amor da família, tem facilidade de exteriorizar o
mesmo sentimento, tornando-se membro ativo e de significação no grupo, face
à empatia que desperta e provoca nos demais. Nessa fase, surge-lhe o que se
denomina estágio operacional formal, no qual começa a pensar abstratamente,
a formular raciocínios em torno do que poderá ser, ao invés de apenas estar
como se apresenta. Surge também o perigo do egocentrismo, quando o
adolescente começa a contestar os valores dos pais, da família, da sociedade,
tornando-se crítico contumaz de tudo quanto observa. Amadurecendo, passa
para o desenvolvimento cognitivo, que faculta a instalação do amor, que
definirá os rumos da sua identidade social e pessoal. O amor ajuda-o a tornarse
independente da família, isto é, a ter sua própria visão do mundo e dos
valores humanos, a conceituar pessoas e regimes, estabelecendo as próprias
diretrizes de comportamento. Porque não se trata de um ato de rebeldia, mas
de crescimento, o amor se lhe desenvolve enriquecedor, permitindo-lhe a
descoberta dos objetivos da vida e os meios para alcançá-los, no que se
empenha com afã, atendendo aos estímulos que lhe brotam do mundo interior,
das tendências que o acompanham desde a reencarnação anterior, impelindoo
para o triunfo sobre as imperfeições que lhe afeiam a conduta, enquanto
descobre os altiplanos felizes do bem-estar emocional, social e espiritual.
A carreira elegida passa a adquirir uma significação relevante, não
importando se ela é representativa na sociedade ou não, valorizada pela
dedicação a que se entrega, por compreender que é membro ativo do conjunto
e não pode falhar, porque isso implicaria em desorganização do meio onde
vive.
Sentimentos antes não experimentados de ternura e de devoção brotam
no adolescente, que se sente atraído para os ideais mais expressivos da
humanidade: política, religião, esportes, ciência, tecnologia, artes... E ao eleger
aquele a que se vai dedicar, o faz com ardor e motivação que o engrandecem,
e o definem como um homem ou uma mulher de bem, candidatos ambos à
renovação da sociedade.
A decisão do adolescente pelos propósitos de elevação da sociedade cria
no seu grupo de companheiros uma aceitação irrestrita, porque todos preferem
aqueles que são alegres, joviais, cordatos, idealistas, que ofereçam alguma
contribuição para os demais, o que somente o amor pode proporcionar. As
dificuldades no relacionamento infantil e juvenil propõem cidadãos, no futuro,
inquietos, delinqüentes, com sérios distúrbios no ajustamento sexual e noutras
formas de comportamento, como efeito da falta de amor neles mesmos e nos
demais que os não atenderem convenientemente no lar, na escola, no clã de
origem, em razão do seu temperamento instável e desagradável ou motivo
outro qualquer...
O amor, na adolescência, é o grande definidor de rumos para toda a
existência e o único tesouro que autoplenifica, auto-realiza, modelando uma
vida saudável.

Fonte: Adolescencia e Vida
Divaldo P. Franco
Ditado pelo Espírito de Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Conversas Familiares de Além - Túmulo

Nesta outra conversa o espírito de Bernad Palissy descreve como é Júpiter.

O Estado Físico do Globo
1.Pode-se comparar a temperatura de júpiter com a de uma de nossas latitudes? – R. Não; ela é branda e temperada; sempre igual, e a vossa varia. Lembrai-vos os campos de Elysées que vos foi descrito.
2. A temperatura varia segundo as latitudes, como aqui? – R. Não
3. Segundo nossos cálculos, o Sol deve aparecer aos habitantes de júpiter sob um ângulo muito pequeno, e dar-lhe por conseqüência, pouca luz. Podes nos dizer se a intensidade da luz é igual a da terra, ou se é menos forte? – R. Júpiter etá cercado de uma espécie de luz espiritual, em relação com a essência dos seus habitantes. A luz do vosso sol não foi feita para eles.
4. Há uma atmosfera? – R. Sim
5. A atmosfera é formada dos mesmos elementos da atmosfera terrestre? – R. Não; os homens não são os mesmos; sua necessidades mudaram.
6. Há águas e mares? – R. Sim
7. A água é formada dos mesmos elementos da nossa? – R. Mais etéros.
8. Há desastres naturais? – R. Não; o nosso globo não é atormentado como vosso; é uma morada de bem-aventurados. A matéria nele mal se toca.
Estado Físico dos Habitantes
Casa de Mozart em Júpiter.
  1. A conformação do corpo dos habitantes tem relação com a nossa? – R. Sim, é a mesma.
  2. Pode nos dar uma idéia do seu talhe, comparado ao dos habitantes da terra?R. Grandes e bem proporcionados. Maiores do que os maiores dos vossos homens.
  3. Há sexos diferentes?R. Sim; há por toda parte onde  a matéria exista; é uma lei da matéria.
  4. Qual é a base de alimentação dos habitantes?R. Puramente vegetal.
  5. Os homens estão sujeitos a doenças?R. Não estão sujeitos a seus males.
  6. Os habitantes tem um linguagem articulada como nós?R. Não; há, entre eles, comunicação de pensamentos.
Os Animais
  1. Entre os animais há os carnívoros? – R. Os animais não se despedaçam entre si; todos vivem submissos ao homem, amando-se mutuamente.
  2. Foi-nos dito que os animais são os servidores e operários que executam os trabalhos materiais, construindo as casas, etc.; isso é verdade? – R. Sim; o homem não se rebaixa mais servindo seu semelhante.
  3. Os animais servidores são ligados a uma pessoa ou a uma família, ou são tomados e trocados à vontade, como aquiR. Todos são ligados a uma família particular; mudais por achar melhor.
  4. Os animais trabalhadores recebem uma remuneração qualquer por seus esforços – R. Não.
  5. Os animais tem uma linguagem mais precisa e mais caracterizada do que a dos animais terrestres? – R. Certamente.

Fonte:
Revista Espírita. Ano 1. Nº.4

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Conversas Familiares de Além - Túmulo

Bernard Palissy

Nova conversa onde Bernad Palissy responde as questões feitas por Allan Kardec sobre A VIDA EM JÚPITER.

Médiun: Allan Kardec

Espírito: Bernad Palissy

1.Existem lá o tédio e o desgosto da vida? – R.Não. o desgosto da vida origina-se no desprezo de si mesmo.
(...)

2. Comunicai-vos mais facilmente que nós com os outros Espíritos? – R. Sim; sempre. Não existe mais a matéria entre eles e nós.

3.  Em que se transformam os habitantes de Júpiter depois da morte? – R. Crescem sempre em perfeição, sem passar por mais provas.

4.  Poderias nomear alguns dos Espíritos habitantes de Júpiter que tivessem desempenhado uma grande missão na Terra?R. São Luis

5. As habitações de que nos deste uma mostra nos teus desenhos estão reunidas em cidades como aqui? R. Sim. Aqueles que se amam se reúnem. Só as paixões estabelecem a solidão em torno do homem. Se o homem ainda mau procura o seu semelhante, que é para ele um instrumento de dor, porque o homem puro e virtuoso deveria fugir de seus irmãos?

6. Os Espíritos são iguais ou de várias graduações?R. De diversos graus, mas da mesma ordem.

7. Pedimos que te reportes especialmente à escala espírita que demos no segundo número da Revista e que nos digas a que ordem pertencem os Espíritos encarnados em Júpiter?R. Todos bons, todos superiores. Por vezes o bem desce até o mal; entretanto, o mal jamais se mistura com o bem.

8. Os habitantes formam diferentes povos como aqui na Terra? – R. Sim: mas todos unidos entre si pelos laços de amor.

9.  Sendo assim as guerras são desconhecidas? R. Pergunta inútil.

10. O homem poderia chegar, na Terra, a um tal grau de perfeição que a guerra fosse desnecessária?R. Ele chegará a isto, sem a menor dúvida. A guerra desaparecerá com o egoísmo dos povos e à medida que melhor seja compreendida a fraternidade.

11. Os povos são governados por chefes? R. Sim.

12. Como aqui na Terra, lá existem povos mais ou menos avançados do que os outros?R. Não, mas entre os povos há diversos graus.

13. Se o povo mais adiantado da Terra fosse transportado para Júpiter, que posição ocuparia? – R. A que entre vós é ocupada pelos macacos.

14. Lá os povos se regem por leis? – R. Sim.

15. Há leis penais? – R. Não há mais crimes.

16. Quem faz as leis? – R. Deus as fez.

17. Há ricos e pobres? Por outras palavras: há homens que vivem na abundância e no supérfluo e outros a quem falta o necessário? – R. Não: todos são irmãos. Se um possuísse mais do que o outro, com este repartiria; não seria feliz quando seu irmão fosse necessitado.

18. De acordo com isso as fortunas de todos seriam iguais? – R. Eu não disse que todos sejam igualmente ricos. Perguntaste se haveria gente com o supérfluo enquanto a outros faltasse o necessário.

19. As duas repostas se nos afiguram contraditórias. Pedimos que estabeleças a concordância? – R. A ninguém falta o necessário; ninguém tem o supérfluo. Por outras palavras, a fortuna de cada um está em relação com a sua condição. Estais satisfeitos?

20. Agora compreendemos. Mas te perguntamos, entretanto, se aquele que tem menos não é infeliz em relação àquele que tem mais? – R. Ele não pode sentir-se infeliz, desde que nem é invejoso nem ciumento. A inveja e o ciúme produzem mais infelizes que a miséria.

21. As faculdades do homem são desenvolvidas pela educação? – R. Sim.

22.Pode o homem adquirir bastante perfeição na Terra para merecer passar imediatamente para Júpiter? – R. Sim. Mas na Terra é o homem submetido a imperfeições a fim de estar em relação com os seus semelhantes.

23. Há várias religiões? – R. Não. Todos professam o bem e todos adoram um só Deus.

24. Há templos e um culto? – R. Por templo há o coração do homem; por culto o bem que ele faz.

 

Fonte:

Observador Espírita 

Revista Espírita