quinta-feira, 7 de julho de 2011

François Fénelon



Quem já leu o evangelho segundo o espiritismo vê que no final de cada assunto sempre tem a assinatura de um espírito. E um dia lendo o evangelho vi o nome Fénelon e resolvi conhecer um pouco sobre a vida e a sua importância na codificação espírita.
  
François Fénelon, pseudônimo de François de Salignac de La Mothe-Fénelon (6 de agosto de 1651 - 7 de janeiro de 1715), foi um teólogo católico apostólico romano, poeta e escritor francês, cujas ideias liberais sobre política e educação, esbarravam contra o "statu quo" da Igreja e do Estado dessa época. Pertenceu à Academia Francesa de Letras.

Até os doze anos, o menino foi educado em casa. Seu preceptor - as fontes consultadas não lhe mencionam o nome - tinha o gosto pelo latim e o grego, e tratou logo de ensinar essas línguas, para que ele pudesse se familiarizar com as obras-primas da literatura  clássica.
Ao completar os doze anos de idade, Fénelon passou a freqüentar a Universidade de Cahors, onde concluiria os estudos de filosofia, a que daria continuidade no Colégio Du Plessis, em Paris, foi nesse famoso estabelecimento de ensino que se dedicou à teologia e ficou conhecendo o abade de Noailles, também de família nobre, e que acabaria alcançando os mais elevados postos na hierarquia eclesiástica francesa.
Aos quinze anos de idade, Fénelon foi incumbido de pregar seu primeiro sermão, com grande sucesso, aliás. Já dá pra perceber, logo nesta introdução, que os altos escalões da igreja e da política eram constituídos por gente de elevada linhagem. Será esse o ambiente em que se movimentará Fénelon pelo resto de sua existência.
Do Colégio Du Plessis, Fénelon passou ao seminário de Saint-Sulpice, então sob a direção de Tronson. Em 1675, o jovem seminarista, de vinte e quatro anos de idade, foi ordenado no seminário de Saint-Sulpice. Durante os próximos três anos, desempenharia suas funções eclesiásticas juntamente com os demais sacerdotes daquela paróquia. Cabia-lhe explicar os textos evangélicos ao público, aos domingos e dias santos. Participava ativamente das tarefas de ensinar o catecismo. A igreja de Saint-Sulpice ainda conserva suas Litanies de L'enfant-Jésus, escritas especialmente para os freqüentadores de sua paróquia.
Pretendia o jovem sacerdote, por essa época, partir para o Oriente em missão apostólica, com o propósito de converter ao cristianismo tantos pagãos quantos lhe fosse possível alcançar, com o brilho de sua palavra e a amplitude de sua cultura teológica. Mas não seria esse o seu destino, de vez que "Nouvelles catholiques", tratava-se de uma instituição incumbida de acolher jovens e senhoras recém-convertidas do protestantismo ao catolicismo, a fim de consolidar nelas a boa e ortodoxa doutrina da igreja. Objetivo paralelo era o de instruir aquelas que se mostrassem dispostas a abandonar a "heresia".
Era grande a preocupação das lideranças católicas - Prelados e leigos - na salvação das almas que tiveram a infelicidade de se deixar atrair pelas "perigosas" idéias de Lutero. Em 1681, o bispo de Sarlat - nobre também ! - tio de Fénelon, renunciou, em favor do sobrinho, ao decanato de Carenas, que rendia de três a quatro mil libras francesas por ano, Fénelon deixou por algum tempo as Novas católicas, a fim de tomar posse do novo cargo, mas logo retornou a Paris e reassumiu a direção da instituição, posto em que permaneceria por dez anos.
Escreveu nesse período, De L'éducation des filles, primeira obra significativa em sua carreira de escritor e educador. O livro, solicitado pela duquesa de Beauviller para orientá-la na educação de suas filhas, alcançou grande sucesso, tornando-se obra de referência para as famílias da época, bem como texto de consulta para os estudiosos da pedagogia.
Graças a sua simplicidade, doçura e caridade, Fénelon obteve considerável sucesso na tarefa, conseguindo converter rapidamente grande número de pessoas. Fénelon não se iludiu com suas numerosas conquistas, reconhecendo que nem todas eram sinceras. Uma avaliação realista, essa. Com os protestantes em minoria e postos fora da lei, o catolicismo tornara-se mais confortável ou, no mínimo, mais seguro. Mesmo assim, acrescenta, o resultado de sua missão foi considerado "muito satisfatório".
Não escapou, no entanto, de algumas críticas. É que as alas mais radicais da igreja atacaram seus métodos de conversão e o consideraram "demasiado condescendentes com os heréticos". Ele preferiu não se justificar.
Nesse ínterim, vagou-se o bispado de Poitiers. O nome de Fénelon foi indicado e o rei concordou, mas a nomeação não chegou a concretizar-se, segundo se diz, por causa das intrigas do nobre senhor de Harlay, arcebispo de Paris, que tinha lá suas divergências com Bossuet, e não via com bom olhos a amizade de Fénelon com o rival. Tudo no melhor estilo da pior política de bastidores.
Por essa mesma época, Fénelon sofreu outro revés. Alguém - seria ainda o senhor arcebispo de Paris ? - convenceu o rei a negar-lhe a nomeação como co-adjutor do arcebispo de La Rochelle, que o desejava como colaborador.
Pouco depois, em 1689, os bons ventos do sucesso voltaram a soprar a favor do jovem prelado. O duque de Beauvilliers, designado "governador" do jovem duque de Borgonha - neto do rei e herdeiro presuntivo da coroa - escolheu Fénelon para o honroso cargo de preceptor do príncipe. Como estamos lembrados, ele escrevera, a pedido da duquesa de Beauvillers, um livro destinado a orientá-la na educação das filhas do casal.
Fénelon dedicou-se logo a trabalhar no sentido de corrigir o comportamento do príncipe por meio de fábulas, que ele próprio ia escrevendo. Escrevia, em seguida, o curioso Dialogues des Morts (Diálogo dos Mortos), engenhoso e criativo texto, no qual punha a dialogar personalidades históricas do passado, empenhadas em (re)avaliar seus próprios(alheios) atos e postura.
Os últimos anos de Fénelon foram entristecidos pelo desencarne de seus melhores amigos. No final de 1710 perdeu Abbe de Langeron, seu companheiro de toda a vida; em fevereiro de 1712, desencarna seu aluno, duque de Borgonha. Alguns meses mais tarde, o duque de Chevreuse foi levado, e o duque de Beauvillers seguiu em agosto de 1714. Fénelon sobreviveu somente mais alguns meses. Com ele desapareceu um dos membros mais ilustres do episcopado francês, certamente um dos homens mais atrativos de sua época. Deve seu sucesso unicamente a seus talentos grandes e virtudes admiráveis.
Fénelon figura na Codificação, em vários momentos, podendo ser citado: "O Livro dos Espíritos", onde assina Prolegômeros, junto a uma plêiade de luminares espirituais. Igualmente a resposta à questão de nº 917 é de sua especial responsabilidade.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", apresenta-se em vários momentos, discursando a cerca da terceira revelação e da revolução moral do homem (cap. I, 10); o homem de bem e os tormentos voluntários (cap. V,22 - 23); a lei de amor (cap. XI, 9); o ódio(cap. XII,10) e emprego da riqueza(cap. XVI,13).
Em "O Livro dos Médiuns", figura no capítulo das Dissertações Espíritas (cap. XXXI, 2º parte, itens XXI e XXII), desenvolvendo aspectos acerca de reuniões espíritas e da multiplicidade dos grupos espíritas.
Importante assinalar que os destaques assinalados são aqueles em que o espírito assina seu nome, devendo se considerar que deve, como os demais responsáveis espirituais pela Codificação, ter estado presente em muitos outros momentos, dando seu especial contributo, eis que foi convidado pelo Espírito da Verdade a compor sua equipe, em tão grandioso empreendimento.

Fonte:http://www.espiritismogi.com.br/biografias/fenelon.htm
Wikipedia

O cristianismo primitivo

O que se deve entender por “Cristianismo”?
O cristianismo é uma religião que segue os preceitos do Cristo, reconhecido como Jesus de Nazaré, nascido na Palestina, sob o domínio do Imperador  Augusto Tibério.

Quem podemos considerar como cristãos?
Quando se fala em cristianismo, oficialmente compreende-se católicos-romanos, protestantes e ortodoxos. Atualmente podemos considerar como cristãs todas as religiões ou seitas que professem Cristo como Modelo da humanidade. O Espiritismo é uma religião cristã.

Como entender sistematicamente o cristianismo?
Podemos dividir o cristianismo em dois momentos:
1.      Pregação do Evangelho após a ascensão de Jesus até a oficialização da religião pelo Imperador Constantino.
2.      Oficialização da religião até os dias de hoje.

Fale um pouco sobre a primeira parte do Cristianismo.
Vários povos, como os chineses, persas e hindus esperavam a qualquer momento a vinda de um Espírito de Alta hierarquia para que a humanidade pudesse se comprazer em seus ensinamentos elevados, porém ninguém sabia onde exatamente esse espírito iria encarnar.
Os Judeus receberam essa benção, e muitos estudiosos dizem que foi pelo fato da Palestina se situar eqüidistante no globo terrestre, facilitando assim a profusão da mensagem de amor, e também pelo fato de os judeus serem o único povo monoteísta da época, fato que evitaria revoltas a respeito da revelação de que há somente um Deus.

Na verdade, o cristianismo propriamente dito nasceu após a crucificação, quando os discípulos colocaram em prática os ensinamentos e viveram as verdades proferidas por Jesus, pois o Cristo nunca fundou entidade religiosa alguma. Chamemos esse episódio de “Cristianismo Primitivo”, que trataremos mais adiante.

Nos primeiros dias após a ascensão, os discípulos se espalharam devidos as fortes perseguições do império romano e de muitos judeus também, mas foram logo reunidos por Pedro, em Jerusalém, para aguardar a “volta” do Mestre e se dedicar aos princípios que Cristo ensinou vivendo, que era o verdadeiro cristianismo: repartição fraternal dos bens materiais, cura de doentes, providência para os desprovidos, trabalho no bem, otimismo e esperança, fraternidade, igualdade e amor; tudo o que hoje muitos que ostentam o nome de cristãos estão a anos-luz de compreender. Os discípulos, então, chamava-se de Irmãos do Caminho, Nazarenos, Discípulos do Carpinteiro, e por fim, o título que conhecemos hoje: “Cristãos”.

Como ocorreu a expansão da mensagem do Evangelho?
Apesar de toda a solidariedade evidente, muitos adeptos do cristianismo primitivo (época em que se vivia de coração os preceitos do Mestre) queriam que a mensagem de amor permanecesse apenas no território judeu. Para evitar o monopólio causado pela imaturidade desses discípulos, o próprio Cristo convocou Saulo de Tarso para as lidas evangélicas, começando por mudar seu nome para Paulo, pois um destino novo requeria um nome novo, e em seguida, enviá-lo para a introspecção de seus atos e logo, à vivência evangélica que muitos que conviveram com o Mestre encarnado ainda não compreendiam completamente.
Paulo viajou por grande parte do oriente médio e do velho mundo fundando núcleos de estudo dos ensinamentos do Cristo. Foi então que pouco tempo depois, na época de Constantino, o império romano, que combatia a Igreja, aderiu aos preceitos evangélicos, deturpando e maculando os santos ensinamentos enchendo de seus rituais, transformando o humilde e singelo culto interior a Deus um grande exteriorização morto.

E a segunda parte do Cristianismo?
Depois de várias mudanças doutrinárias e visionárias da proposta de construção da felicidade que o Mestre nos deixou, o cristianismo caiu em grande escuridão, a escuridão da hipocrisia.
Foi nessa época que começaram a surgir várias vertentes do cristianismo, efeito esse do personalismo impresso na imaculada Verdade.
O imperador da época, Juliano (sobrinho de Constantino), reuniu todas essas vertentes em Constantinopla, para que se enfrentassem em debate, com o objetivo de entrarem em acordo sobre suas opiniões sobre a doutrina.
Por outro lado, em Roma, o cristianismo progredia materialmente.
Essa luta entre Roma e Constantinopla acabou com a vitória de Roma e a criação do papado, onde o papa reteria em mãos todo o poder religioso e seria o embaixador de Deus na Terra, considerado até infalível em suas decisões.

E as perseguições aos fieis, como se deram?
Na idade média, o Vaticano criou a “Santa” Inquisição, com o objetivo de matar todos os que eram contrários à visão de Roma a respeito do Evangelho. Milhões de Cristãos foram mortos por manter em seus corações a viva chama da Palavra.
Naquela época, os cavaleiros escolhidos para a “Santa batalha” matavam sem piedade crianças, homens e mulheres que, indefesos fisicamente, recorriam à prece pelo perdão dos que os maltratavam, assim como o Mestre Jesus, fez na cruz antes de deixar o veículo de carne.
Devemos aprender a respeitar as religiões, mesmo que os pontos de vista sejam totalmente diferentes, pois se fizermos o contrário, poderemos estar cometendo o mesmo erro que alguns de “NÓS” podemos ter cometido nos momentos de ignorância em possíveis encarnações passadas.

O que seria então, o cristianismo primitivo?
O cristianismo primitivo, resumidamente, foi o momento de luz em que as Verdades Universais, como: a lei do amor; o bem ao próximo; o “não peques mais para que não te sobrevenha coisa pior”, foram vividas na prática, vivência essa que o Espiritismo redivivo, codificado por Kardec, e hoje no Brasil, com o auxílio de nosso amado Bezerra de Menezes, o médico amado, tem lutado para reluzir nos corações desse povo de fibra e de rosto sulcado pelos sofrimentos do passado. É impossível voltar no tempo para restabelecer o primeiro período de luz do cristianismo, mas podemos olhar para o passado e ver o que falta em nosso presente para que o futuro seja celebrado pela colheita de frutos bons, pois a era dos espinhos está chegando ao seu declínio, e os lírios hão de prevalecer como os trabalhadores da última hora.


Sammáryo da Costa Rêgo

Bibliografia
ARMOND, Adgard. Religiões e Filosofias; ED. 3°; ALIANÇA, 1999.


Obs.: O Livro citado na bibliografia está em forma de monólogo. A matéria foi escrita em forma de pergunta e resposta e comentários foram adicionados para facilitar o entendimento do leitor.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Grandes Espíritas do Brasil - Yvonne A. Pereira


Yvonne do Amaral Pereira (Valença, 24 de dezembro de 1900 — Rio de Janeiro, 9 de março de 1984) foi uma médium brasileira, autora de diversos livros psicografados.Foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, autora de romances psicografados bastante conhecidos entre os espíritas. Yvonne cresceu numa família espírita. O pai enfrentou a falência comercial por três vezes. Posteriormente viria a tornar-se funcionário público, cargo que ocupou até o fim da vida, em 1935. Era comum a família abrigar pessoas necessitadas, vivências que, segundo Yvone, marcariam sua vida para sempre.
Com quatro anos de idade, a menina já dizia ver e ouvir espíritos, os quais, segundo ela, considerava como pessoas normais. Dois dos amigos invisíveis apareciam com mais freqüência:
  • Charles, a quem ela considerava seu verdadeiro pai, devido a lembranças que teria de uma encarnação anterior, em que a "entidade" teria sido seu pai.
  • Roberto de Canalejas, que teria sido um médico espanhol de meados do século XIX.
As visões lhe perturbavam, e vinham junto com uma imensa saudade do que seria uma encarnação anterior, na Espanha, que, dizia, recordava com clareza. Considerava seus atuais familiares, principalmente o pai e os irmãos, como pessoas estranhas, assim como estranhava a casa e a cidade onde morava. Em razão desses conflitos, até os dez anos de idade passou a maior parte do tempo na casa da avó paterna.
Um dos principais livros de Yvonne
Aos oito anos de idade, a menina viveu novo episódio de catalepsia. Certa noite, durante o sono, percebeu-se diante de uma imagem do Senhor dos Passos pedindo socorro, pois sofria muito. A imagem, então, animando-se, dirigiu-lhe as palavras: Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam. A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada.
Nessa idade teve o primeiro contato com um livro espírita. Posteriormente, aos doze anos, ganhou de presente do pai O Evangelho segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos. Aos treze anos de idade começou a freqüentar sessões práticas de Espiritismo.
Yvonne teve como estudos apenas o antigo curso primário (atual primeiro segmento do ensino fundamental). Devido às dificuldades financeiras da família não conseguiu prosseguir nos estudos. Para auxiliar a família, e o próprio sustento, dedicou-se à costura e ao bordado, e ao artesanato de rendas e flores. Tendo cultivado desde a infância o estudo e a leitura, completou a sua formação como autodidata, pela leitura de livros e periódicos. Aos dezesseis anos já tinha lido obras clássicas de Goethe, Bernardo Guimarães, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle e outros.
A partir dessa idade, fase da adolescência, a mediunidade tornou-se um fenômeno comum para Yvonne, que dizia receber a maior parte dos informes de além-túmulo, crônicas e contos em desdobramento, no momento do sono. A sua faculdade apresentava-se diversificada, tendo se dedicado à psicografia e ao receituário homeopático, à incorporação, à psicofonia e ao passe, e até mesmo, em algumas ocasiões, aos chamados efeitos físicos de materialização. Dedicou-se à atividade de desobsessão. Atuou em casas espíritas nas cidades de Lavras (MG), Barra do Piraí (RJ), Juiz de Fora (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde residiu sucessivamente.



Grandes Espíritas do Brasil - Divaldo Franco


Divaldo nasceu em 5 de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana, Bahia, e desde a infância se comunica com os espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Trabalhou como escriturário no antigo IPASE, em Salvador, aposentando-se em 1980.
É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores Espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o Mundo.
Seu currículo revela um exímio e devotado educador com mais de 600 filhos adotivos e mais de 200 netos e bisnetos, atendendo atualmente a cerca de 3.000 crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda, por dia, em regime de semi-internato e externato.
Orador com mais de 13.000 conferências, em mais de 2.000 cidades em todo o Brasil e em 64 países dos 5 continentes, tendo concedido 1.500 entrevistas para rádio e TV, no Brasil e no Exterior. Recebeu mais de 600 homenagens, de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais.
Como médium, publicou 250 livros, com mais de 8 milhões de exemplares, onde se apresentam 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universais. Dessas obras, houve 92 versões para 16 idiomas (alemão, albanês, catalão, espanhol, esperanto, francês, holandês, húngaro, inglês, italiano, norueguês, polonês, tcheco, turco, russo, sueco e sistema Braille). Além de 17 escritos por outros autores, sobre sua vida e sua obra. A renda proveniente da venda dessas obras, bem como os direitos autorais foram doados, em Cartório, à Mansão do Caminho e outras entidades filantrópicas.
Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947.
Dois anos depois, iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas por seu intermédio. Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais guardou o que escreveu, até que um dia recebeu a recomendação para queimar tudo o que escrevera até ali, pois não passava de simples exercício. Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles: Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como Um Espírito Amigo, ocultando-se no anonimato à espera do instante oportuno para se identificar. Joanna revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta as pessoas necessitadas dando diretriz espiritual.
Em 1964, Divaldo, sob orientação de Joanna de Ângelis, selecionou várias mensagens de autoria da mentora e enfeixou-as no livro Messe de Amor, que se tornou o primeiro livro psicografado por Divaldo. Atualmente, o médium é recordista e conta com 250 títulos publicados, incluindo os biográficos que retratam sua vida e obra.
 Fonte:www.divaldofranco.com/biografia.php


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Visualizações do Blog


Fala pessoal aqui esta um foto retirada da pagina de estatísticas do blog mostrando como o nosso querido blog cresceu e é visualizado em outros países temos visualização até no Japão apesar de ter só 5 mas isso nos deixa bem felizes pois estamos levando uma mensagem de amor e paz para aquelas pessoas que ainda não conhecem o espiritismo e aquelas que conhecem, e no final desse mês esperamos que a FEB nos ajude na divulgação, estamos enviando uma mensagem para eles explicando um pouco sobre o nosso blog, e agradecemos a todos vocês que sempre procuram um tempinho para visitar o blog. 

IV Semana Espírita - Nosso Mundo Interior



Uma semana voltada a palestras a luz da Doutrina Espírita. 

Horários: 19:30 às 21:30
Segunda 18/07 - Dualismo do Bem e do Mal - Tarcísio Feijó
Terça 19/07 - Conflitos Interiores - Dorivânia Cunha
Quarta 20/07 - Aprendendo com Jesus - José Alberto Machado
Quinta 21/07 - Mediunidade o Despertar da Espiritualidade - Elvis Neves
Sexta 22/07 - Comunhão Mental e Pensamento - Sérgio Thiesen (com apresentação do Grupo Sal e Luz)

Esperamos você para um momento de confraternização e reflexão.
na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas.

ENTRADA FRANCA
Informações 9983-1310/8223-6454


segunda-feira, 27 de junho de 2011

O que o Kardecismo diz sobre o uso de Terços ou Rezas?

QUESTÃO 553 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Que efeito podem produzir as fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendem dispor do concurso dos Espíritos?
 
“O efeito de torná-las ridículas, se procedem de boa-fé. No caso contrário, são tratantes que merecem castigo. Todas as fórmulas são mera charlatanearia. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.”

1. SINTONIA MENTAL
A Doutrina Espírita tem uma característica tríplice em sua definição, sendo: ciência, filosofia e religião.
Dentre essas três características, o que chama muito a atenção dos freqüentadores iniciantes é que não nos utilizamos de amuletos, rezas ou talismãs para entrar em contato com Deus, Espíritos protetores ou Anjos da Guarda, tudo é uma questão de sintonia mental.
O Codificador deixa bem claro na questão n° 553 de O Livro dos Espíritos que os espíritos são atraídos pela sintonia do pensamento, e não por objetos ou fórmulas.
Então, uma pergunta vem à mente: “o que pensar dos terços, rezas, crucifixos e amuletos que algum amigo ou familiar utiliza em seu momento de ligação com Deus ou com outra entidade?
No livro de André Luiz podemos encontrar uma citação feita pelo espírito Silas, quando ele e André Luiz entram em um templo anexo a uma mansão de auxílio espiritual nas regiões umbralinas, e se deparam com uma cruz prateada na parede desse templo: “... Até que a alma obtenha a sabedoria infinita, é indispensável caminhe na longa estrada dos símbolos de alfabetização e cultura que a dirigem na senda da elevação intelectual...” (Silas – Ação e Reação, de André Luiz).
A citação do nosso irmão Silas remete a uma postura de respeito a esses atos, mas não de apologia. O espírita deve respeitar o pensamento de seus amigos ou parentes, mas nem por isso precisa concordar com eles, pois cada ser humano precisa se unir em pensamento a alguma entidade de elevada hierarquia em suas orações, porém, cada um tem o seu jeito de se sentir mais seguro nesse ato: uns se utilizam de crucifixos ou terços, outros de incensos ou talismãs, e já outros apenas se recolhem em silencio e elevam seu pensamento a Jesus, o nosso irmão e professor maior.
Não esqueçamos que passamos várias encarnações em meio ao catolicismo, protestantismo e outras religiões, e reorganizar esses arquétipos não é trabalho de uma vida apenas, por isso devemos demonstrar respeito ao expor nossa posição sobre esse assunto para um amigo ou familiar.

2. TALISMÃS DURANTE A ORAÇÃO
Não é novidade vermos alguém em aflição recorrer ao seu terço para orar e se tranqüilizar. Não e novidade também que muitos, após esse ato, atingem um estado mental mais tranqüilo. O Espírito Verdade falhou em suas explicações? A resposta é NÃO!
Vejamos o que O Livro dos Espíritos nos diz a esse respeito na questão n° 554
Não pode aquele que, com ou sem razão, confia no que chama a virtude de um talismã, atrair um Espírito, por efeito mesmo dessa confiança, visto que, então, o que atua é o pensamento, não passando o talismã de um sinal que apenas lhe auxilia a concentração?
 
“É verdade; mas, da pureza da intenção e da elevação dos sentimentos depende a natureza do Espírito que é atraído. Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de idéias que favorecem a ação dos Espíritos imperfeitos e escarninhos.”

Os Espíritos esclarecem que o talismã pode ajudar na concentração, mas a palavra final é sempre do pensamento que atrai. Um talismã ou uma reza específica pode ajudar na concentração e pode dar mais segurança psicológica, porém, não deixemos de notar que a ação denuncia inferioridade em termos de segurança interior, insegurança essa que devemos respeitar, pois cada um está em uma faixa evolutiva diferente.
A ligação mais íntima que podemos ter com o Alto será quando nossa religião for a pureza de pensamentos e a Igreja for a nossa casa mental vibrando em uníssono com as Leis Eternas. Enquanto isso não acontece, o espírito trilhará a senda dos símbolos de alfabetização espiritual, como cita nosso saudoso irmão Silas.

Sammáryo Costa


Bibliografia:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos; Ed. 182, Araras, São Paulo, 2009.
XAVIER, Francisco. Ação e Reação; Ed. 28, Rio de Janeiro, 2009.

domingo, 26 de junho de 2011

Fotos Conjovem 1º Parte

Fala galera aqui está o presente para vocês espero que gostem.
Edição do Video: João Nogueira
E se vocês quiserem ver mais fotos da conjovem e de outros eventos visitem a nossa galeria de fotos.

Fotos do 1º Encontro de Jovens

1º encontro de jovens que foi realizado no centro espírita lar da benção foi um momento de confraternização onde se reuniram jovens de diferentes casas espíritas para estudar sobre o a transição que a terra está passando, foram momentos de muita alegria principalmente ao reencontrar amigos da conjovem e relembrar os bons momentos.
E aqui estão algumas fotos do encontro:





















A equipe blog viver o amor quer agradecer ao Luis Eduardo por disponibilizar as fotos.
E desculpem-nos pela demora da postagem das Fotos.

sábado, 25 de junho de 2011

Escala Evolutiva dos Espíritos - Conversa com um espírito Suicida

Fala moçada hoje continuaremos com o assunto sobre escala evolutiva dos espíritos, e depois de ver esta conversa com um espírito imperfeito veremos agora uma conversa com um espírito suicida.
Lê-se em l'Opinion nationale de 13 de junho:
"A senhorita Palmyre, modista, morando com seus pais, era dotada de um exterior encantador ao qual se juntava o mais amável caráter. Também era ela muito procurada para casamento. Entre os aspirantes à sua mão, distinguira o senhor B..., que sentia por ela uma viva paixão. Embora ela própria o amando muito, entretanto, acreditou dever, por respeito filial, se entregar aos votos de seus pais, esposando o senhor D..., cuja posição social lhe parecia mais vantajosa que a de seu rival. Ó casamento foi celebrado há quatro anos.
"Os senhores B... e D... eram amigos íntimos. Embora não tendo juntos nenhuma relação de interesse, não cessavam de se ver. O amor mútuo de B... e de Palmyre, agora a senhora D..., não tinha em nada enfraquecido, e, como se esforçavam em comprimi-lo, ele aumentava em razão da própria violência que se lhe fazia. Para tentar apagá-lo, B... tomou a decisão de se casar. Esposou uma jovem possuidora de eminentes qualidades, e fez todo o possível para amá-la; mas não tardou a perceber que esse meio heróico era impotente para curá-lo. Contudo, durante quatro anos, nem B... nem a senhora D... não faltaram aos seus deveres. O que tinham a sofrer não saberia exprimir, porque D..., que gostava verdadeiramente de seu amigo, o atraía sempre para a sua casa e, quando queria fugir, o constrangia a permanecer.
"Enfim, há alguns dias, aproximados por uma circunstância fortuita, os dois amantes não puderam resistir à paixão que os arrastava um para o outro. Apenas cometida a falta, dela experimentaram os mais cruciantes remorsos. A jovem mulher se lançou aos pés de seu marido, quando retornou, e lhe disse soluçante:
'- Expulsai-me! Matai-me! Sou agora indigna de vós!
"E, como ele permanecia mudo de espanto e de dor, contou-lhe suas lutas, seus sofrimentos, tudo o que lhe fora preciso de coragem para não falir mais cedo; fê-lo compreender que, dominada por um amor ilegítimo, nunca deixara de ter por ele o respeito, a estima, a afeição da qual era digno.
"Em lugar de maldizer, o marido chorava. B... chegou no meio desta cena e fez uma confissão semelhante. D... levantou os dois e disse-lhes:
"- Sois corações leais e bons; só a fatalidade vos tornou culpados, li no fundo do vosso pensamento e nele li a sinceridade. Por que vos puniria por um arrastamento ao qual todas as vossas forças morais não puderam resistir? A punição está no remorso que sentis. Prometei-me deixar de se verem, e nada tereis perdido de minha estima nem de minha afeição.
"Esses dois infortunados amantes se apressaram em fazer o juramento que se lhes pedia. A maneira pela qual suas confissões eram recebidas pelo Sr. D... aumentou sua dor e seus remorsos. Tendo o acaso lhes preparado um encontro que não tinham procurado, se comunicaram seu estado de alma e concordaram de que a morte era o único remédio aos males que experimentavam. Resolveram se matar juntos e por esse projeto em execução no dia seguinte, devendo o Sr. D... estar ausente de seu domicílio uma grande parte da jornada.
"Depois de terem feito seus últimos preparativos, escreveram uma longa carta na qual diziam em substância:
"Nosso amor é mais forte do que todas as nossas promessas. Poderíamos ainda, apesar de nós, falir, sucumbir; não conservaremos uma existência culpável. Para nossa expiação faremos ver que a falta que cometemos não deve ser atribuída à nossa vontade, mas ao desvio de uma paixão cuja violência está acima de nossas forças."
"Esta carta tocante terminava por um pedido de perdão, e os dois amantes imploravam, como uma graça, estarem reunidos no mesmo túmulo.
"Quando o senhor D... entrou, um estranho e doloroso espetáculo se lhe ofereceu. No meio de espesso vapor saindo de um forno portátil cheio de carvão, os dois amantes, deitados vestidos sobre o leito, estavam estreitamente enlaçados. Tinham deixado de viver.
"O senhor D... respeitou a última vontade dos dois amantes; quis que partissem juntos para as preces da Igreja e que, no cemitério, não fossem separados."
O Sr. cura de Bonne-Nouvelle acreditou dever desmentir, por um artigo inserido em vários jornais a admissão dos dois corpos em sua igreja, as regras canônicas a isso se opondo.
Essa narração tendo sido lida, como objeto de estudo moral, na Sociedade Espírita de Paris, dois Espíritos deram-lhe a apreciação seguinte:
"Eis, portanto, a obra de vossa sociedade e de vossos costumes! mas o progresso se cumprirá; ainda algum tempo e semelhantes acontecimentos não se renovarão mais. Há certos indivíduos, como certas plantas que se colocam numa estufa; falta-lhes o ar, se abafam e não podem esparramar seu perfume. Vossas leis e vossos costumes marcaram limites à expansão de certos sentimentos, o que faz, freqüentemente, que duas almas dotadas das mesmas faculdades, dos mesmos instintos simpáticos, se reencontrem em duas ordens diferentes, e, não podendo se unir, se cansam em sua tenacidade de querer se encontrar. Do amor, que fizestes dele? Vós o reduzistes ao peso de um pacote de metal; lançaste-o numa balança; em lugar de ser rei, é escravo; de um laço sagrado vossos costumes fizeram uma corrente de ferro, cujas malhas esmagam e matam aqueles que não nasceram para prendê-los.
"Ah! se vossas sociedades caminhassem na senda de Deus, vossos corações não se consumiriam em chamas passageiras, e os vossos legisladores não seriam forçados a manter as vossas paixões pelas leis; mas o tempo caminha, e a grande hora soará em que todos podereis viver da vida verdadeira, da vida do coração. Quando os batimentos do coração não serão mais comprimidos pelos cálculos frios dos interesses materiais, não vereis mais esses terríveis suicídios que, de um tempo a outro, vêm lançar um desmentido aos vossos preconceitos sociais.""Os dois amantes que se suicidaram não podem ainda vos responder; eu os vejo; estão mergulhados na perturbação e amedrontados pelo sopro da eternidade. As conseqüências morais de sua falta castigá-los-ão durante migrações sucessivas, nas quais suas almas desemparelhadas se buscarão sem cessar, e sofrerão o duplo suplício do pressentimento e do desejo. Cumprida a expiação, estarão reunidos para sempre no seio do eterno amor."Oito dias depois, tendo consultado o guia espiritual do médium sobre a possibilidade da evocação desses dois Espíritos, foi-lhe respondido: "Eu vos disse na última vez que, em vossa próxima sessão, poderíeis evocá-los; eles virão ao chamado de meu médium, mas não se verão: Uma noite profunda os esconde um ao outro por muito tempo.
1. Evocação da mulher - R. Sim, eu me comunicarei, mas com ajuda do Espírito que está lá, que me ajuda e me impõe.
2. Vedes vosso amante, com o qual vos suicidastes? - R. Eu não vejo nada; não vejo mesmo os Espíritos que erram comigo neste lugar onde estou. Que noite! Que noite! e que véu espesso sobre os meus olhos!
3. Que sensação experimentastes quando despertastes depois da morte? - R. Estranha; tinha frio e queimava; o gelo corria em minhas veias, e o fogo estava em minha fronte! Coisa estranha, mistura inaudita! o gelo e o fogo pareciam abraçar-me! Pensava que ia sucumbir uma segunda vez.
4. Sentis uma dor física? - R. Todo meu sofrimento está lá, e lá.
5. Que quereis dizer por lá e lá? - R. Lá, em meu cérebro; lá, em meu coração.
6. Credes que estareis sempre nesta situação? - R. Oh! sempre, sempre! Ouço, às vezes, risos infernais, vozes apavorantes que me gritam estas palavras: Sempre assim!
7. Pois bem! Podemos vos dizer, com toda a segurança, que isso não será sempre assim; em vos arrependendo, obtereis o vosso perdão. - R. Que dissestes? Não ouço.
8. Repito-vos que vossos sofrimentos terão um fim, que podeis apressar pelo arrependimento, e nisso vos ajudaremos pela prece. -R. Não ouvi senão uma palavra e vagos sons; esta palavra é graça! Foi de graça que quisestes falar? Oh! o adultério e o suicídio são dois crimes muito odiosos! Falaste de graça; sem dúvida, é a alma que passa ao meu lado, pobre criança que chora e que espera.
9. Dissestes que estais em trevas; é que não nos vedes? - R. É-me permitido ouvir algumas das palavras que pronunciais, mas não vejo nada, senão um crepe negro sobre o qual se desenha, a certas horas, uma cabeça que chora.
10. Se não vedes vosso amante, não sentis sua presença junto a vós, porque ele está aqui? - R. Ah! não me faleis dele, devo esquecê-lo no instante, se quero que do crepe se apague a imagem que dele vejo traçada.
11. Qual é essa imagem? - R. A de um homem que sofre, e do qual matei a existência moral sobre a Terra por muito tempo.
Nota. A obscuridade, assim como o demonstra a observação dos fatos, acompanha, muito freqüentemente, o castigo dos Espíritos criminosos; ela sucede imediatamente à morte, e sua duração, muito variável segundo as circunstâncias, pode ser de alguns meses a alguns séculos. Concebe-se facilmente o horror de semelhante situação, na qual o culpado não entrevê senão o que pode lembrar-lhe a falta e aumentar, pelo silêncio, a solidão e a incerteza em que está mergulhado, as ansiedades do remorso.
Lendo este relato, de início, estamos dispostos a encontrar, neste suicídio, circunstâncias atenuantes, olhando-o como um ato heróico, uma vez que foi provocado pelo sentimento do dever. Vê-se que foi julgado de outro modo, e que a pena dos culpados será longa e terrível por terem se refugiado voluntariamente na morte, a fim de fugir à luta; a intenção de não faltar ao seu dever era honrosa, sem dúvida, e isso lhe será tido em conta mais tarde, mas o verdadeiro mérito consistiria em vencer o arrastamento, ao passo que fizeram como o desertor que se esquiva no momento de perigo.
A pena dos dois culpados considera, como se vê, a se procurarem por muito tempo sem se encontrarem, seja no mundo dos Espíritos, seja nas outras encarnações terrestres; ela é momentaneamente agravada pela idéia de que seu estado presente deve durar sempre; este pensamento faz parte do castigo, e não lhes foi permitido ouvir as palavras de esperança que lhes dirigimos. Àqueles que achariam essa pena muito terrível e muito longa, sobretudo se ela não deve cessar senão depois de várias encarnações, diremos que sua duração não é absoluta, e que dependerá da maneira pela qual suportarão suas provas futuras, e que se pode ajudá-los pela prece; eles serão, como todos os Espíritos culpados, os árbitros de seu próprio destino. Isso não vale mais ainda do que a condenação eterna, sem esperança, à qual estão irrevogavelmente condenados segundo a doutrina da Igreja, que os olha tal como para sempre votados ao inferno, que lhes recusou as últimas preces, sem dúvida como inúteis?
Certos católicos censuram o Espiritismo por não admitir o inferno; certamente não, ele não admite a existência de um inferno localizado, com suas chamas, suas forcas e suas torturas corpóreas renovadas do Tártaro dos pagãos; mas a posição em que nos mostra os Espíritos infelizes não vale mais do que ele, com esta diferença radical, no entanto, de que a natureza das penas nada tem de irracional, e que sua duração, em lugar de ser irremissível, está subordinada ao arrependimento, à expiação e à reparação, o que é, ao mesmo tempo, mais lógica e mais conforme com a doutrina da justiça e da bondade de Deus.
O Espiritismo teria sido um remédio bastante eficaz, no caso em que se trata, para prevenir esse suicídio? Isso não é duvidoso. Teria dado a esses dois seres uma confiança no futuro, que teria mudado totalmente sua maneira de encarar a vida terrestre e, em conseqüência, lhes teria dado a força moral que lhes faltou. Supondo que tivessem fé no futuro, o que ignoramos, e que seu objetivo, matando-se, fosse estar mais depressa reunidos, teriam sabido, por todos os exemplos análogos, que chegariam a um resultado diametralmente oposto e se achariam separados por tempo mais longo que não teriam tido neste mundo, não permitindo Deus que se seja recompensado por ter desafiado as suas leis; portanto, certos de não ver realizar seus desejos e de se encontrar ao contrário numa posição cem vezes pior, seu próprio interesse convidá-los-ia à paciência.
Recomendamo-los às preces de todos os Espíritas, afim de lhes dar a força e a resignação que poderão sustentá-los em suas novas provas, e apressar assim o fim de seu castigo.
 Fonte: Livro o Céu e o Inferno