quarta-feira, 22 de junho de 2011

Escala Evolutiva dos Espíritos - Conversa com um espírito imperfeito

Como vimos na matéria abaixo existe diferentes classes de espíritos, e para deixar mais claro o assunto sobre escala evolutiva dos espírito temos algumas conversas com esses espíritos para mostrar a situação deles no mundo espiritual . Vamos começar com o espíritos imperfeitos

A rainha de Oude

1. Que sensação experimentaste deixando a vida terrestre? - Resp. Não saberia dizê-lo; experimento, ainda, perturbação.
2. Sois feliz? - Resp. Não.
3. Por que não sois feliz? - Resp. Lamento a vida», não sei», sinto uma dor pungente; a vida disso teria me livrado... gostaria que meu corpo se levantasse do seu sepulcro.
4. Lamentai-vos por não ter sido sepultada em vosso país, e de sê-lo entre os cristãos? - Resp. Sim; a terra indiana pesaria menos sobre o meu corpo.
5. Que pensais das honras públicas prestadas aos vossos despejos? - Resp. Foram pouca coisa; eu era rainha, e nem todos dobraram os joelhos diante de mim... Deixai-me... Forçam-me a falar... Não quero que saibam o que sou agora». Fui rainha, sabei-o bem.
6. Respeitamos a vossa posição, e pedimos para nos responder para nossa instrução. Pensais que vosso filho recuperará, um dia, os Estados de seu pai? - Resp. Certamente, o meu sangue reinará; disso ele é digno.
7. Dais à reintegração do vosso filho no trono de Oude a mesma importância de quando vivíeis? - Resp. Meu sangue não pode ser confundido na multidão.
8. Qual é a vossa opinião atual sobre a verdadeira causa da revolta das índias? - Resp. O Indiano foi feito para ser senhor em sua casa.
9. Que pensais do futuro que está reservado a esse país? - Resp. A índia será grande entre as nações.
10. Não se pôde inscrever, no vosso atestado de óbito, o lugar do vosso nascimento; poderíeis dizê-lo agora? - Resp. Nasci do mais nobre sangue da índia. Creio que nasci em Delhy.
11. Vós que haveis vivido nos esplendores do luxo e que haveis sido cercada de honras, que pensais disso agora? - Resp. Eram-me devidos.
12. A posição que haveis ocupado na Terra, vos dá uma posição mais elevada no mundo onde estais hoje? - Resp. Sou sempre rainha... Que se me mandem escravos para me servirem!... Não sei; não me parece importarem-se comigo aqui... Não obstante, sou sempre eu.
13. Pertenceis à religião muçulmana, ou a uma religião hindu? - Resp. Muçulmana; mas eu era muito grande para me ocupar de Deus.
14. Que diferença fazeis entre a religião que professáveis e a religião cristã, quanto à felicidade futura do homem? - Resp. A religião cristã é absurda; diz que todos são irmãos.
15. Qual é a vossa opinião sobre Maomé? - Resp. Ele não era filho de rei.
16. Ele tinha uma missão divina? - Resp. Que me importa isso!
17. Qual é a vossa opinião sobre o Cristo? - Resp. O filho de um carpinteiro não é digno de ocupar o meu pensamento.
18. Que pensais do uso que subtrai as mulheres muçulmanas dos olhares de homens? - Resp. Penso que as mulheres são feitas para dominarem; eu era mulher.
19. Haveis, alguma vez, invejado a liberdade da qual gozam as mulheres na Europa? - Resp. Não; que me importava a sua liberdade! São servidas de joelhos?
20. Qual é vossa opinião sobre a condição da mulher em geral na espécie humana? - Resp. Que me importam as mulheres! Se me falasses de rainhas!
21. Lembrai-vos de haver tido outras existências na Terra, antes da que acabais de deixar? - Resp. Devo ter sido sempre rainha.
22. Por que viestes tão prontamente ao nosso chamado? - Resp. Eu não quis; forçaram-me a isso». Pensas, então, que me dignaria responder? Ora bem, quem sois perto de mim?
23. Quem vos forçou a vir? - Resp. Não sei... Todavia, aqui não deve haver ninguém maior do que eu.
24. Em que lugar estais aqui? - Resp. Junto de Ermance.
25. Sob qual forma aqui estais? - Resp. Sou sempre rainha. Pensais, pois, que deixei de o ser? Sois pouco respeitosos... Sabei que se fala de outro modo às rainhas.
26. Por que não podemos vos ver? - Resp. Eu não o quero.
27. Se pudéssemos ver, ver-vos-íamos com vossas vestimentas, vossos adereços e vossas jóias? - Resp. Certamente.
28. Como ocorre que, tendo deixado tudo isso, vosso Espírito deles haja conservado a aparência, sobretudo de vossos adereços? - Resp. Não me foram tirados... Eu sou sempre tão bela quanto era». Não sei que idéia fazeis de mim! É verdade que não me haveis jamais visto.
29. Que impressão experimentais encontrando-vos em nosso meto? - Resp. Se pudesse, aqui não estaria: vós me tratais com tão pouco respeito! Não quero que me tratem por tu... Chamai-me Majestade, ou não responderei mais.
30. Vossa Majestade compreendia a língua francesa? - Resp. Por que não a compreenderia? Eu sabia tudo.
31. Vossa Majestade gostaria de nos responder em inglês? - Resp. Não... Não me deixareis, pois, tranqüila?». Quero ir-me daqui... Deixai-me... Julgais-me submissa aos vossos caprichos?... Sou rainha e não sou escrava.

Fonte: Livro O céu e o Inferno

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Escala Evolutiva dos Espíritos

“ A classificação dos espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, alias, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites externos, os matizes se apagam, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem. Podem, pois forma-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista donde se considere a questão. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos cômodos para a inteligência.”

Escala Evolutiva dos Espíritos
3ª Ordem

Espíritos Imperfeitos
10ª Classe
Espíritos Impuros
     São inclinados para o mal, de que fazem o objecto de suas preocupações.
     São espíritos que se comprazem com o mal.
     Ligam-se aos homens de carácter fraco que estejam propensos a ouvir suas tentações.
     E, não raro, levam essa pessoa a sucumbir em problemas e nas mais diversas aflições.
     São conhecidos nas comunicações pela trivialidade, frivolidade e grosseria das expressões.
     Quando encarnados se revelam pessoas que cultivam os mais diversos vícios, como a crueldade, a sensualidade, a hipocrisia etc.
     Fazem o mal por prazer, sem motivo e na maior parte das vezes a pessoas de bem.
     Constituem um flagelo para a humanidade
.

9ª Classe
Espíritos Levianos
     São ignorantes, maliciosos, irreflectidos e zombeteiros.
     São espíritos que se comprazem em intrigas, não lhes importando a verdade.
     Provocam pequenos desgostos, induzem ao erro.
     São dependentes dos espíritos superiores que, não raro, os usam para os mais diversos fins.
     Nas suas comunicações faltam a coerência e a profundeza de ideias.
     Muitas vezes tomam nomes falsos e frequentemente eloquentes.
     Mais por malícia que por maldade.

8ª Classe
Espíritos Pseudo-Sábios
     São espíritos que crêem saber mais do que realmente sabem.
     No geral tendo realizado alguns progressos se iludem a respeito das próprias capacidades.
     Porém se encontram impregnados de sentimentos como a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação.
     São nesses pontos que se encontra a chave para identificá-los.

7ª Classe
Espíritos Neutros
     Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal.
     Pendem tanto para um como para outro lado.
     Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudade.

6ª Classe
Espíritos Batedores e Perturbadores
     Não formam basicamente uma classe distinta, podem se enquadrar em qualquer uma das outras classes.
     Manifestam sua presença por meio de pancadas, barulhos, deslocamento de objectos sólidos etc.
Prendem-se mais que os outros às vicissitudes
da matéria
2ª Ordem

Bons Espíritos
5ª Classe
Espíritos Benévolos
     Tem como principal qualidade e objectivo a bondade.
     A caridade para com os homens lhes é prazerosa.
     Porém são, caracteristicamente, mais evoluídos no campo moral que no intelectual.

4ª Classe
Espíritos Sábios
     Sua principal característica é a amplitude de conhecimento.
     Têm mais afinidade com os assuntos científicos do que com os morais.
     Tomam a ciência pelo aspecto da utilidade, jamais pelo aspecto passional, que é característica dos espíritos imperfeitos.

3ª Classe
Espíritos de Sabedoria
     São os espíritos que reúnem as características das duas classes acima citadas.
     Possuem elevado adiantamento moral e são dotados de vasto conhecimento.

2ª Classe
Espíritos Superiores
     Reúnem a Ciência, a Sabedoria e a Bondade em formas amplas.
     Sua linguagem é profunda, consistente, elevada, digna e sublime.
     São óptimos doutrinadores pois nos fornecem, em suas comunicações, noções exactas do mundo espiritual.
     Só encarnam no planeta Terra em excepções.
     Quando então se tornam homens de raro valor.
1ª Ordem

Espíritos Puros
1ª Classe
Classe Única
     São espíritos que já percorreram todas as etapas da vida material e assim se purificaram de tal forma, que já não mais precisam de experiências materiais.
     Realizam a vida eterna no seio de Deus.
     Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da matéria.
     Porém essa felicidade não significa a ociosidade eterna como professam outras religiões. Constituem mensageiros de Deus e sob suas ordens velam pela harmonia universal.
  Comandam espíritos inferiores. Assistem os homens em suas aflições.
     São, às vezes, designados pelos nomes de anjos, arcanjos, serafins etc.

 Fonte
O Livro dos Espíritos

quinta-feira, 16 de junho de 2011

          Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta adimitír-lhe a existência. É indispensável  buscá-lo com perseverança e fervor.
          Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o apo­sento recorremos a fios Condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.
        A fotografia é hoje fenômeno corriquei­ro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.
A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disci­plinado, lhe transporta as ondulações.
Não podemos, desse modo, plasmar rea­lização alguma sem atitude positiva de con­fiança.
Entretanto, como exprimir a fé? — in­daga-se muitas vezes.
A fé não encontra definição no vocabu­lário vulgar.
É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas. Mostra-se no cristal fraturado que se recom­põe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Na­tureza.
Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia da fé.
Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.
Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.
A simples refeição é, para o homem, es­pontâneo ato de fé. Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.
Todo o êxito da experiência social re­sulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.
Utilizando-nos conscientemente de seme­lhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.
Para isso, seja qual for a nossa inter­pretação religiosa da idéia de Deus, é im­prescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza.
Recordemos a lente e o Sol. O astro do dia distribui eqüitativamente os recursos de que dispõe. Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.
O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.
Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.
O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.
A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.
Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.
Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorpo­rando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, liber­tar-nos-á dos grilhôes de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor.

Fonte:
Livro Pensamento e Vida

sábado, 11 de junho de 2011

Feliz dia dos Namorados

NUNCA DESISTA DE AMAR

O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano.

Alguns vivem o amor em sua plenitude pelo simples fato de dispor dele em abundância. Aprenderam a amar, a se entregar ao ser amado e a estabelecer relacionamentos criativos. Outros sofrem com seu relacionamento amoroso. Depois de algumas decepções, tendem a se isolar e a adotar uma postura cética em relação ao amor. Preferem ficar em casa no sábado à noite, assistindo a um filme. Passam todos os fins de semana sozinhos. Nunca aceitam o convite de um colega para sair. No início, sentem-se aliviados, pois acham melhor evitar problemas do que sair em busca do amor. Mas, depois de algum tempo, a solidão começa a apertar o coração.

Nunca desista de amar. Assuma sempre o risco de demonstrar seu amor, mesmo que a outra pessoa não vá aceitá-lo, porque amar alguém não é um problema nem um defeito; é uma virtude. Se ela não aceitar o seu amor, o problema não é seu, pois, uma vez que você descobriu o jeito de amar, ficará faltando apenas encontrar um companheiro para a viagem a dois.

Se você está só, abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite que a vida lhe prepara maravilhosas surpresas. Tenho a esperança de que com esta nossa conversa você tenha conseguido mais energia e inspiração para desfrutar melhor o Amor, uma realidade valiosa demais para ser banalizada.

E lembre-se: você é o autor da sua vida e é capaz de escrever uma história de amor muito linda, na qual receba e dê muito amor. Saiba sempre que amar pode dar certo, desde que você cuide do Amor com muito carinho e sabedoria.

O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano, mas as pessoas atualmente se machucam muito porque não aprenderam a amar de uma forma plena.

O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida, e por isso mesmo é triste ver tantas pessoas tratarem o amor com desprezo, acharem as manifestações de romantismo algo feio e, principalmente, desistirem de viver um grande amor. Vale a pena amar, acreditar no amor, entregar-se ao amor. O amor satisfaz os nossos mais profundos desejos de compreender e ser compreendido, de valorizar e ser valorizado, de dar e receber.

Amar pode dar certo

O ser humano só pode existir em paz consigo mesmo se puder se relacionar com uma pessoa a quem diga, com palavras e gestos, "eu te amo" e de quem ouça com total sinceridade: "Eu também te amo".

Mas amar supõe evoluir todos os dias, conhecer o outro cada vez melhor, construir com ele um lugar no mundo em que as pessoas, ao entrar, sentirão que ali existe vida, carinho sincero, vontade de acertar.

Nos momentos de crise ou de mágoa, dizer "eu te amo" ao parceiro é ter a coragem de lhe dizer que ele fez algo de que você não gostou.

Nos momentos de alegria e êxtase, dizer "eu te amo" é saber compartilhar essa alegria com quem você ama, abrindo seu coração sem reservas.

Nos momentos de dor, dizer "eu te amo" é talvez não dizer nada, mas deixar evidente ao outro que você está ao seu lado aconteça o que acontecer.

Nos momentos em que você perceber que errou, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é simplesmente dizer: "Desculpe pelo meu erro".

Nos momentos em que o outro errou, e está triste porque cometeu o erro, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é se aproximar lentamente dele, colocar a mão em seu ombro e dizer suavemente: "Tudo bem, já ficou para trás".

Amar pode dar certo é a frase mais simples possível para traduzir a convicção de que nascemos para amar e ser amados, e que nossa felicidade consiste em realizar essa missão.
Roberto Shinyashiki


A equipe do blog viver o amor deseja a todos os casais um feliz dia dos namorados.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O adolescente e o suicídio


Não conseguindo a auto-identificação mediante o processo de educação
a que se encontra submetido, ou portador de um distúrbio psicótico maníacodepressivo que não conseguiu superar, ou experimentando frustrações
decorrentes de conflitos íntimos, o adolescente imaturo opta pela solução
adversa do suicídio.
Sem estrutura emocional para enfrentar os imperativos psicossociais, ou
mesmo os desafios dos relacionamentos interpessoais, ou aturdido pelas
seqüelas das drogas aditivas, ou empurrado a plano secundário no lar, o
adolescente parece não encontrar caminho que deva ser percorrido, tombando
no autocídio infame, de conseqüências, infelizmente imprevisíveis e
estarrecedoras. Ignorando a realidade da vida na sua magnitude e profundidade, procura solucionar os problemas normais, pertinentes ao seu crescimento, da maneira mais absurda, que é a busca da morte, em cujo campo ressurge vivo, agora sob a carga insuportável da ocorrência elegida para fugir, do combate, que o elevaria a estágio superior de conhecimento e de auto-realização.
A existência corporal é enriquecedora, exatamente por ser constituída de
ocorrências, às vezes, antagônicas, que aparentemente se chocam, quando
em realidade se completam, quais sejam a alegria e a tristeza, a saúde e a
enfermidade, o êxito e o fracasso, a conquista e a perda, o bem e o mal, que se
harmonizam em fascinantes mosaicos de experiências, resultando em
vivências positivas pelo processo de atravessar e conhecer as diferentes áreas
do mecanismo da evolução. Não houvesse esses fenômenos díspares e
nenhum sentido existiria na metodologia do conhecimento, por faltar a
participação ativa nos acontecimentos que fazem o cotidiano.
A desinformação a respeito da imortalidade do ser e da reencarnação
responde pela correria alucinada na busca do suicídio, com a proposta de
encontrar nele solução para as dificuldades que são ensanchas de progresso,
sem as quais se permaneceria estacionado no patamar em que se transita. E
essa falta de esclarecimento é maior no período infanto-juvenil, como
compreensível, facultando a fuga hedionda da existência carnal, rumando para
a tragédia da continuação da experiência que se desejou abandonar, agora
piorada pelos efeitos trágicos da ação infeliz, que aumenta o fardo de desar,
exatamente por causa do alucinado e covarde gesto de fuga.
O ser humano está fadado à glória estelar, que deverá conquistar a
esforço pessoal, galgando cada degrau que o leva às alturas com o esforço
próprio, mediante o qual se aprimora e consegue superar-se. Toda ascensão
provoca reações compatíveis com o estágio que se alcança, exigindo
renovação de forças, ampliação de resistência para conseguir os cumes
anelados. É natural, portanto, que surjam impedimentos que se apresentam
como testes de avaliação, que selecionam aqueles que se encontram mais
bem dotados e fortalecidos para o êxito.
Desistência é prejuízo na economia da auto-realização e fuga é desastre
no empreendimento da evolução, que ninguém consegue sem grandes
prejuízos. No período de infância e de adolescência, o ser forma o caráter sob as heranças das reencarnações anteriores, que se expressam, nem sempre de
forma feliz, produzindo, às vezes, choques e dores que devem ser atenuados,
canalizados pela educação, pelos exercícios moralizadores, até que se fixem
as disposições definidoras do rumo feliz. Nunca, porém, a caminhada se dará
sem dificuldade, sem tropeço, sem esforço. Quem alcança uma glória sem luta,
não é digno dela.
O suicídio brutal, violento, é crueldade para com o próprio ser. No
entanto, há também o indireto, que ocorre pelo desgastar das forças morais e
emocionais, das resistências físicas no jogo das paixões dissolventes, na
ingestão de alimentos em excesso, de bebidas alcoólicas, do fumo pernicioso,
das drogas aditícias, das reações emocionais rebeldes e agressivas, do
comportamento mental extravagante, do sexo em uso exagerado, que geram
sobrecargas destrutivas nos equipamentos físicos, psicológicos e psíquicos...
O materialismo, que infelizmente grassa, sem qualquer disfarce, na
sociedade, que se apresenta em grupos religiosos, salvadas as naturais
exceções, coloca suas premissas no comportamento das pessoas e as propele
para a conquista hedonista, para o gozo material exclusivo, empurrando as
suas vítimas para as fugas alucinantes, quando os propósitos anelados não se
fazem coroar pelos resultados esperados.
O adolescente, vivendo nesse clima de lutas acerbas e não havendo
recebido uma base moral de sustentação segura, na vida física vê somente a
superficialidade, o prazer mentiroso, a ilusão que comandam os
comportamentos de todos, em terríveis campeonatos de loucura.
Desfilam os líderes da aberração nos carros do triunfo enganoso, e
muitos deles, não suportando a coroa pesada que os verga, são tragados pela
overdose das drogas do desespero, que os retira do corpo mais dementados e
atônitos do que antes se encontravam.
Noutros casos, são consumidos pelas viroses irreversíveis, especialmente
pela Síndrome de imunodeficiência adquirida, que os exaure e consome a
pouco e pouco, tornando-os fantasmas desprezíveis e aparvalhantes para
aqueles mesmos que antes os endeusavam, imitavam e buscavam a sua
convivência a peso de ouro e de mil abjeções.
O adolescente, cuja formação padece constantes alterações
comportamentais, necessitando de apoio e de diretriz emocional, desejando
viver experiências adultas, sem alicerces psicológicos de segurança, naufraga,
sem forças, arrastado pelas poderosas correntezas dos grupos sociais, nos
quais transita, grupos esses, quase sempre, constituídos por enfermos e
desestruturados quanto ele próprio.
Quando o lar se tornar escola de real educação, e a escola se transformar
em lar de formação moral e cultural, a realidade do Espírito fará parte das suas
programações éticas, sem o caráter impositivo de doutrina religiosa
compulsivo-obsessiva, porém com a condição de disciplina educativomoralizadora que é, da qual ninguém se poderá evadir ou simplesmente ignorar, então o suicídio na adolescência cederá lugar à resistência espiritual para enfrentar as vicissitudes e os desafios, mediante amadurecimento íntimo e compreensão dos valores éticos que constituem a vida.
Através de uma visão correta sobre a realidade do ser, do seu destino,
dos seus objetivos na Terra, o adolescente aprenderá a esperar, semeando e
cuidando da gleba na qual prepara o futuro, a fim de colher os frutos especiais
no momento próprio, frutos esses que não lhe podem chegar antes do tempo.
Descartando-se as impulsões autodestrutivas, que resultam de
psicopatologias graves, mas que também podem ser devidamente tratadas, as
ocorrências que levam ao suicídio na adolescência serão sanadas, e se
alterará a paisagem emocional do jovem, a fim de que ele desenvolva o seu
processo reencarnatório em paz e esperança, ganhando conhecimentos,
adquirindo sabedoria e construindo o mundo novo no qual o amor predominará,
a infância e a juventude receberão os cuidados que merecem na sua condição
de perenes herdeiros do futuro.


Fonte: Livro Adolescencia e Vida
Divaldo P. Franco
Ditado pelo Espirito Joanna de Ângelis